'Qualidade e excelência das universidades estão em risco', diz leitor

Bloqueios de recursos do governo atingem do ensino infantil à pós-graduação

Sergio Moro

Há mais de quatro décadas no exercício diário da advocacia, conheci vários juízes. Praticamente todos amealharam méritos durante a carreira, julgando com critério e isenção, colocando-se longe dos holofotes, manifestando-se apenas nos autos, estudando e qualificando-se continuamente. Depois de longo percurso, por méritos, galgaram postos maiores, de desembargadores ou de ministros. Sergio Moro é figura pequena quando comparado aos magistrados que descrevi (“De super-herói a lacaio”, de Joel Pinheiro da Fonseca).

Antonio Ribeiro (São Paulo, SP)

O presidente Jair Bolsonaro afirma que tem compromisso, e o ministro Sergio Moro afirma que não estabeleceu compromisso (“‘Não estabeleci condição para assumir ministério’, diz Moro”). Assim continua o desgoverno, ninguém sabe o que falar e nem aonde quer chegar.

Luiz Paulo Barreto (Cabo Frio, RJ)

Desde que o Moro foi convidado para ser ministro, todos sabiam que, no futuro, ele seria indicado para o STF (“Moro em impedimento”, de Luiz Weber). E será ótimo para o Brasil, pois se trata de um juiz de carreira, de integridade inquestionável e de saber jurídico reconhecido.

Aimar Matos (Brasília, DF)

Olavo de Carvalho

Excelente o artigo “O Olavo é o Jair” (de Celso Rocha de Barros). Estão claras não só a incompetência e a falta de desejo de Jair Bolsonaro em fazer um governo “normal” como também o uso de olavetes e de sua peculiar ausência de reflexão para encaminhar o país a uma guinada autoritária. Sempre esteve claro para quem presta atenção. A satisfação que tenho ao ler o artigo só não é maior do que o desprazer e a preocupação com que olho o presente e penso no futuro.

Luciene Costa de Castro (Niterói, RJ)

Executivo e Legislativo

Independentemente da qualidade deste Executivo, que me parece sofrível, temos um Congresso que só trabalha à base de verbas, cargos e negociações pouco republicanas (“Derrotas em série”, de Hélio Schwartsman). Triste.

Márcio Oliveira (São Paulo, SP)


Regras para aposentadoria

Oportuno o convite para que a pesquisadora Cecilia Machado escreva nesta Folha (“Previdência ou política social?”). Uma visão da economia centrada nas pessoas e nas políticas públicas complementa o viés habitual de economistas que somente olham mercados e investidores ou que participam da peleja entre ortodoxos e heterodoxos.

Rodrigo Veloso (São Paulo, SP)

Excelente o artigo. Não se pode misturar Previdência com políticas de proteção à mulher.

Sandro Monteiro de Souza (Curitiba, PR)

Enfim um comentário sensato. Se a Previdência fosse diferenciar cada situação de cada grupo social, teríamos infinitas regras. Por exemplo: por faixa de renda; por gênero; por condições de moradia; por acesso a energia e saneamento básico; por acesso a transporte de qualidade; por acesso a educação, saúde e segurança pública; e por mais uma infinidade de parâmetros.

Hamilton Romano (São Paulo, SP)


Cortes de verbas

Como estudante do terceiro ano do ensino médio, prestes a fazer o vestibular, considero as manifestações que ocorrerão nesta quarta-feira (15) de suma importância para o meu futuro e para o de outros estudantes. O texto “USP, Unicamp e Unesp convocam protesto no dia 15” informa que não serão só as federais as prejudicadas, mas todas as universidades públicas. A qualidade e a excelência das universidades estão em risco. Protestar contra os cortes é algo que todo estudante deveria fazer.

João Victor Bicalho (Cotia, SP)

O contingenciamento é extensivo e em áreas não vitais. O erro do governo e do Ministério da Educação foi apenas e absolutamente de comunicação. Se o ministro Abraham Weintraub stivesse buscado os canais oficiais e a imprensa para melhor explicar o susto no orçamento das universidades, as paralisações seriam evitáveis. Preferiu que a “balbúrdia” já estivesse arquitetada para dar a mínima explicação. 

Jorge Ursulino Alves Neto (Areia, PB)

Lutas

Parabenizo a Folha pela entrevista com a antropóloga Jamile Borges (“Brasil tem a tendência de evocar a dor do negro em vez de lembrar a luta”). Tem razão a professora quando nos alerta que há pelo menos duas frentes na luta pela construção de um mundo em que todos sejam tratados igualmente como seres humanos: as lutas do agora, a necessidade de denunciarmos o racismo e outras formas de opressão sentidas em nosso cotidiano; e a permanente vigília para que as conquistas dos oprimidos que no passado lutaram não sejam transformadas em presentes dados pelos opressores.

Antonio Evaldo Almeida Barros (São Luís, MA)


Cigarros

Sou ex-fumante. Consegui parar à custa de muita informação sobre os riscos e malefícios do cigarro e com dificuldade, aplacada apenas pela determinação. Mesmo assim, levou muito tempo. Nem sei quanto. Hoje, apesar de bem mais velho, tenho uma saúde que não teria se não tivesse conseguido controlar o vício. Digo controlar porque você nunca o vence, e sim luta contra ele diariamente. Concordo com todas as palavras do Drauzio Varella (“Cigarro barato”).

João Claudio Pinheiro (São Paulo, SP)

Álcool é mais deletério que tabaco para o ser humano em todos os aspectos —familiar, social, trabalho, segurança pública etc. Porém contra o álcool não há as mesmas proibições, restrições e advertências. Continuam propagandas, patrocínios. Não há nenhuma foto ou frase nos rótulos, nas latas. Drauzio Varella poderia dedicar-se mais à questão do álcool, em vez de continuar chutando cachorro moribundo.

Mauro Fadul Kurban (São Paulo, SP)


Colunista

A crônica do colunista João Pereira Coutinho (“As estrelas e a sarjeta”) é magistral por sua erudição, elegância e compromisso com o processo civilizatório em fase histórica de esfarelamento, com velocidade acelerada no Brasil destes dias.

Clarilton Ribas, professor aposentado pela UFSC (Florianópolis, SC)

Só a crônica de João Pereira Coutinho valeu a assinatura do mês.

Avelino Antônio Correa (Garopaba, SC)


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