'Levar Lobão a sério é coisa de outro planeta', diz leitor

Para músico, 'Bolsonaro é um Jânio Quadros protopunk, mais tosco'

‘Youtubers’

A prestação de contas é dever dos parlamentares, e as redes sociais podem ser muito úteis para isso. Ocorre que tudo tem seu tempo (“Deputados ‘youtubers’ irritam colegas e escancaram desordem de base aliada”). Quando em plenário, os deputados deveriam se concentrar nas discussões em pauta, prestar atenção nas falas dos colegas (para retorquir ou apoiar) e assim desempenhar plenamente suas funções. Fazendo live e selfie, de costas para a tribuna e preocupados em verificar o número de likes e “joinhas”, não estarão honrando o mandato, mas sim brincando de “Big Brother”.

Igor Rosado (Natal, RN)

Dose de remédio excessiva pode virar veneno e matar, ou, se for tomada muitas vezes sem necessidade, perder o efeito. Assim, a exposição vulgar e contínua de imagem pode cansar o público e, com o passar do tempo, virar rotina sem importância. Por isso, cuidado. Muitos artistas, após perderem o glamour, caíram no ostracismo e não suportaram [a situação].

Roberto de S. Matos (Salvador, BA)

Futuro de Guedes

Jair Bolsonaro entrou com a faca e o queijo na mão para aprovar a reforma da Previdência, e, mais do que ninguém, sabia como fazer isso. Mas essa não é, definitivamente, a sua pauta prioritária, assim como não foi em seus quase 30 anos como deputado. Paulo Guedes está sozinho nessa empreitada e aposta todas as fichas nessa reforma, sem qualquer outra ação ou proposta concreta após quase seis meses de governo. Portanto, se a reforma fizer água, é natural que ele seja levado na enxurrada (“Guedes diz que renunciará se Previdência virar ‘reforminha’, segundo revista”).

José Natalino Passos Neto (São Paulo, SP)

Ato no dia 26

A passeata será um tiro no pé (“Presidente critica reivindicação por fechamento do Congresso e do STF”, Poder, 24/5). Apoio só vem com boas intenções e boas atitudes. O destino pode ser o mesmo de Collor: pediu ao povo que saísse de verde e amarelo em sinal de apoio ao governo, mas o povão lotou as ruas de preto. Daí para o impeachment foi um pulo.

Sergio Aparecido Nardelli (São Paulo, SP)


Lobão

Agora estão dando voz ao Lobão (“Comeu e não gostou”). Ele foi alijado da esquerda e criticou artistas e músicos que recebiam apoio do governo petista. Depois, ele se aproximou da direita, esperando sabe-se lá o quê. Agora vem com esse discurso de rompimento. Mais um que pegou carona na mudança que o país desejou. Levar Lobão a sério é coisa de outro planeta.

Marco Antonio Cardoso de Andrade (Lorena, SP)

Política industrial

Em relação à reportagem “Doria retoma prática de governos do PT e anuncia política industrial em SP”, gostaria de esclarecer que a comparação é indevida. A história econômica do país demonstra claramente que políticas industriais paternalistas, como a concessão de crédito direcionado que beneficia um grupo limitado de atores, falham. A proposta é otimizar políticas públicas já existentes para alavancar a produtividade e competitividade do setor privado instalado.

Patrícia Ellen da Silva, secretária de Desenvolvimento Econômico (São Paulo, SP)


Militares soltos

Um tribunal militar (assim mesmo, com letras minúsculas) decidiu soltar os oficiais e praças do exército (também em minúscula) que dispararam suas armas 257 vezes e mataram Evaldo Rosa e Luciano Macedo (“Retaguarda garantida”, de Bruno Boghossian). É ou não é uma republiqueta de bananas?

Ademar G. Feiteiro (São Paulo, SP)

É preciso ficar claro que foi apenas assegurado temporariamente o direito de ir e vir dos militares. Não foram inocentados, porque ainda aguardam julgamento.

Tersio Gorrasi (São Paulo, SP)

Foi crime contra civis. A Justiça civil deveria julgar. Alguém precisa corrigir esse erro. Se o Estado entrega arma na mão de quem não está preparado, sem controle emocional, o Estado é o responsável. Isso se aplica à polícia e aos militares. Tem de existir uma norma rigorosa, como só atirar em último caso. Operação vitoriosa é a que prende o suspeito, não a que mata. E o crime deve ser punido.

Alan M. Ferraz (São Sebastião, SP)

‘Stalker’

Belo depoimento sobre a convivência com um “stalker” (“Perseguidores são vaidosos e não enxergam limites”). Parabéns pelo texto, coragem e determinação, um exemplo a ser seguido por todas as mulheres que sofrem esse tipo de violência. Em frente, com a cabeça erguida e configurações inalteradas.

Edilson Virgilio da Cruz (Presidente Prudente, SP)


Woody Allen

Muito boa a crônica de Ruy Castro sobre a “excomunhão” de Woody Allen (“Traído por sua cidade”). Só discordo quando diz que deixará de admirá-lo se sua culpa for comprovada. A obra de um artista genial é maior que seus pecados comportamentais. Allen e Roman Polanski, outro que purga no índex dos imorais, merecem figurar no panteão dos grandes cineastas de nossa época.

Luís Roberto Nunes Ferreira (Santos, SP)

Concordo com todas palavras que Ruy Castro escreveu e até com as que ele não escreveu sobre Woody Allen.

Sergio Elcio Niski (São Paulo, SP)


Camões

O colunista Sérgio Rodrigues expressou tudo o que eu sinto sobre a figura de Chico Buarque, que, para mim, é um mito vivo como compositor, poeta e escritor (“Chico e a obra de Chico”). Bob Dylan ganhou o Nobel de Literatura (em 2016), mas ouso dizer que o Chico Buarque é muito maior que ele. Não tenho nenhuma empatia com seus conceitos políticos —em geral sou contra tudo o que ele admira em política—, no entanto, o que fica é a obra, e não as circunstâncias de momento.

Moacyr Geraldo Gabrielli (São Paulo, SP)


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