Não foi golpe Evo tentar se perpetuar no poder e ignorar um plebiscito?, pergunta Auro Celestino de Oliveira

Para Ana Maria Marques, bolivianos têm à frente um longo caminho até a normalização democrática

Bolívia
O senhor Breno Altman tenta, em seu artigo "Complô antidemocrático a céu aberto" (Tendências/Debates, 12/11), definir como um golpe o que ocorreu na Bolívia, dizendo que "fica patente o antagonismo estrutural entre as suas elites oligárquico-burguesas e a democracia". Pergunto ao autor o que ele diz da tentativa de Evo Morales de se perpetuar no poder através de reeleições sucessivas e de ignorar um plebiscito que o impedia de se candidatar novamente. Isso não é golpe?
Auro Celestino de Oliveira (Salto Grande, SP)

Quem com golpe golpeia com golpe será golpeado.
Laertes Nardelli (Blumenau, SC)

A Folha honrou o jornalismo na cobertura isenta de partidarismo político na excelente reportagem de Sylvia Colombo sobre a renúncia e fuga de Evo Morales da Bolívia ("Evo Morales deixa a Bolívia rumo ao México", Mundo, 11/11). Na maior parte da mídia, imperou a versão de que os militares deram um "golpe", sem revelar os fatos históricos que denunciam o mau-caratismo de Evo. Ele ainda deve explicações da sua fuga. Quem não deve não teme nem abandona seu povo.
Pedro Portugal (Belo Horizonte, MG)

A crise política que culminou na renúncia de toda a cúpula dirigente boliviana e na prisão da presidente do Tribunal Supremo Eleitoral é sintomática de que alterações institucionais circunstanciais, feitas para atender aos interesses dos mandatários e das oligarquias de ocasião, estressam e ameaçam regimes democráticos no mundo todo. As instituições e a Constituição precisam ser preservadas dos interesses que possam afrontar a sua estabilidade.
Airton Reis Júnior (São Paulo, SP)

Na verdade, os bolivianos se revoltaram diante da perspectiva de Evo Morales se tornar um novo Putin ("Evo Morales chega ao México e diz que o país salvou sua vida", Mundo, 12/11): ou seja, governar ad aeternum, ignorando que democracia implica alternância de poder. Agora eles têm um longo caminho até a normalização democrática. Boa sorte aos vizinhos.
Ana Maria Marques (Jundiaí, SP)

Comparando o índice de desenvolvimento da Bolívia com o do Brasil, é evidente que o boliviano é bem inferior ao brasileiro, porém o que se sabe é que, durante a gestão de Evo Morales, a evolução dos indicadores foi muito maior que a de outros países da América do Sul.
Klaus Gunther Urban (Campinas, SP)

A Bolivia foi salva da tirania comunista. Viva!
Jonni Barros (São Paulo, SP)


Lula solto
Em relação à entrevista com o ex-presidente do STF Sydney Sanches ("Mudança recorrente sugere que STF não é confiável, diz ex-presidente da corte", Poder, 12/11), penso que o STF se pôs não confiável ao permanecer por anos contrariando o texto do inciso LVII do artigo 60 da Constituição, submetido à imposição de um juiz que abusou de práticas imorais sem nem sequer ser advertido. Não é a recorrência dos certames que obscurece a imagem do Supremo; o que o faz é a preferência indiscreta de ministros por solver casos pontuais em detrimento do claro texto legal.
Léo Saraiva Caldas (São José, SC)

O ex-ministro do STF Sydney Sanches - Karim Kahn/Fiesp/Divulgação

DPVAT
Bolsonaro vai acabar com o DPVAT?("Bolsonaro extingue DPVAT, seguro obrigatório de veículos", Cotidiano, 12/11). Minha mãe, 85 anos, foi atropelada na faixa de pedestres, bateu com a cabeça, teve um coágulo, foi operada, perdeu toda a memória. Não vai conseguir receber uns R$ 14 mil porque Bolsonaro vai retirar o benefício? Motoristas deveriam pagar um DPVAT bem alto, afinal, é raro os que numa faixa de pedestres dão prioridade ao pedestre ou ao menos diminuem a velocidade. Se há fraudes, é preciso fiscalizar, confirmar os boletins de ocorrência e se valer de outros meios, mas não tirar o imposto, que é superbaixo.
Cláudia Aciari (São Paulo, SP)

O DPVAT, durante muito tempo, só arrecadou, dando muito lucro às seguradoras, porque ninguém tinha acesso a ele ou conhecia o seu funcionamento, que também não era divulgado. É como as contribuições aos sindicatos, ao sistema S e tantos outros que só arrecadam para favorecer privilégios. Portanto, parabéns ao presidente Bolsonaro por tirar mais esse encargo do nosso lombo.
Dilson J. Gadioli (Santos, SP)


Bolsonaro e novo partido
"Ao deixar PSL, Bolsonaro quer levar 30 deputados a um novo partido, dizem aliados" (Poder, 12/11). Aliança pelo Brasil? Aliança me lembra a Arena (Aliança Renovadora Nacional), que no golpe militar reuniu os inimigos do povo numa sigla igualmente enganadora.
Antonio Marcos Mendes Augusto (Brasília, DF)

Previdência
"Congresso promulga nova Previdência, que começa a valer a partir da publicação oficial" (Mercado, 12/11). Todos devem guardar a foto que acompanhou essa reportagem para as próximas eleições, pois ali estão os verdadeiros responsáveis por essa situação. Alguém acredita que essa precarização vai melhorar a vida do brasileiro? Que o dinheiro tirado do trabalhador irá para investimentos em infraestrutura? Ou irá para bancos, para rolar os papagaios do governo? Que enorme traição à classe trabalhadora!
Armando Moura (São Paulo, SP)

WhatsApp
Sergio Moro lançou a moda, e a moda pegou. Agora é a vez de o ministro do Tribunal Superior Eleitoral Jorge Mussi, relator de processos que investigam o uso indevido do Whatsapp nas eleições, atuar como parte, favorecendo Bolsonaro escandalosamente ("TSE determina que WhatsApp informe se empresas fizeram disparos na eleição", Poder, 11/11). Essa é a moralidade apregoada pelos próceres do governo?
Francisco J. Bueno de Aguiar (São Paulo, SP)

O ministro Jorge Mussi, em sessão extraordinária do TSE - Carlos Moura - 3.out.2018/Ascom/TSE

Corte em dívidas
É descarado esse desgoverno ("Governo corta reajuste de dívida trabalhista, e estatais poderão economizar R$ 37 bilhões", Mercado, 12/11). O trabalhador é tratado como inimigo, como um peso, obrigado a se conformar com um trabalho análogo à escravidão. É incrível como se distorcem as coisas. O trabalhador só entra com um processo quando não tem os seus direitos reconhecidos. Esse presidente vai queimar no mármore do inferno.
Edilson Braga (São Paulo, SP)

Eis que o trabalhador agora é o culpado até quando deixam de pagar o que lhe é devido.
Daniel Hajjar Sagboni Montanha Teixeira (Curitiba, PR)


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