Leitor diz que é diferente ver Lula e Bolsonaro em meio ao povo

Liberdade do ex-presidente, briga entre jornalistas e namoro em empresas motivam comentários de leitores

Lula solto
Que diferença que é ver Lula no meio do povo feliz, que canta e sorri, sem seguranças, sem medo (“Solto após 580 dias, Lula ataca Lava Jato e setores da Justiça”, Poder, 9/11). Já o “Seu Jair” Bolsonaro sempre anda com dezenas de seguranças armados de fuzis, nunca chega perto da população, usa barreiras até para falar com jornalistas, não vai a eventos públicos e, para inaugurar aeroporto no Nordeste, precisa distribuir 500 convites VIP para no máximo ouvirmos macacos de auditório gritarem “mito” quando alguém ordena.
José Roberto Pereira (Curitiba, PR)

O ex-presidente Lula, durante discurso em sindicato no ABC paulista
O ex-presidente Lula, durante discurso em sindicato no ABC paulista - Nacho Doce/Reuters
 

Tenho visto pais e mães defenderem o condenado em segunda instância mais do que defendem seus filhos, pais e mães. Será que essa gente ainda tem capacidade de pensar ou todos estão tão anestesiados que nem isso lhes sobrou?
José Francisco Paula Filho (Belo Horizonte, MG)

Impressionante que, aos 74 anos, Lula falou como o jovem sindicalista esquerdista que defendia com unhas e dentes os trabalhadores, em forma e conteúdo. Realmente é um político carismático (“Lula se refere a Bolsonaro como miliciano, pede perícia no caso Marielle e diz estar de volta para lutar”, Poder, 9/11).
Valdeci Gomes (Guarabira, PB)

Lula regrediu com discurso enferrujado, sem apelo político, atirando a esmo. Foram 580 dias perdidos. Não mobilizará nem o próprio partido, que joga contra o Brasil e sua população desempregada. 
Lineu Saboia (Salvador, BA)

A oposição a esse pesadelo nacional que é o atual governo ganhou fôlego e deu esperança ao brasileiro de ter de volta um Estado democrático, com a diversidade de pensamento e o direito de ser diferente, como era e sempre deverá ser.
Américo Venâncio Lopes Machado Filho (Salvador, BA)

Como acreditar nas instituições brasileiras? Ver um dos mais perigosos criminosos sair da prisão, pela porta da frente, e com status de celebridade, é de desacreditar no Brasil. A cena é de entristecer o povo trabalhador.
William Silva (Santos Dumont, MG)

A soltura do ex-presidente Lula nos mostra o quanto as forças da direita se tornaram os melhores cabos eleitorais do ex-presidente. O desespero em prendê-lo o mais rápido possível, antes da eleição de 2018, tornando à visão do mundo Lula um mártir. Se uma coisa ele tem, é carisma e respeito por líderes de todo o mundo. Atualmente com 13 milhões de desempregados e com o crescimento da pobreza absoluta no Brasil, Lula volta a ser a única “esperança” dessa parte esquecida pela atual burguesia no comando. 
Reinaldo de Miranda (São Paulo, SP)

Finalmente, a corja está feliz. Foi restaurada a impunidade no país. Agora, face à alegada presunção de inocência, só falta devolver para os corruptos os bilhões recuperados pela Lava Jato para que eles possam usufruir do dinheiro enquanto aguardam o final do processo com o “Trânsito em Julgado”, que provavelmente jamais sairá.
Rodrigo Martin Vera (São Bernardo do Campo, SP)

Podemos analisar a decisão do Supremo Tribunal Federal, de derrubar a prisão de condenados em segunda instância, por uma outra ótica. Em 2016, passaram a vigorar as prisões e, após três anos, volta tudo como era antes. A sensação que fica é que usaram esse recurso apenas para tirar Lula do pleito eleitoral de 2018. Tendo conseguido o feito, agora podem soltá-lo, independentemente se outros terão o mesmo direito.
Luis Coutinho (Valinhos, SP)

O mundo hoje mostra, cada vez mais, que tanto a esquerda como a direita falharam nos seus planos, e a radicalização pode ser uma solução extremada. O que se precisa é criar representatividade mediante a coabitação na qual o centro predomine sem alargar para qualquer radicalização. Sem um equilíbrio político, todos perdem, e a ressuscitação de trogloditas é uma realidade
Carlos Henrique Abrão (São Paulo, SP)

Não confio mais na Justiça. A imoral sentença do STF me dá vergonha e asco.
Paulo Afonso Paiva (Recife, PE)

O STF conseguiu com os 6 x 5 causar mais vergonha que os 7 x 1 da seleção brasileira. Não é direita contra esquerda. Não é rico contra pobre. É a nação contra a corrupção. 
Álvaro Staut Neto (Pindamonhangaba, SP)


Reformas
Com as “reformas” da dupla Guedes-Bolsonaro,o Brasil vai virar um Chile que fala português, no mal sentido (“Governo propõe condicionar direitos sociais dos cidadãos à situação fiscal”, Mercado, 9/11). E a Globo, criticada pelo nosso neotirano, está do lado dele neste caso.
Marcelo Cioti (Atibaia, SP)

Por que razão, na proposta de reforma administrativa, juízes e promotores são exceção em relação aos outros servidores? Justo quem ganha mais não terá que dar sua contribuição? Será que é porque não se pode mexer em casa de marimbondo? 
Jefferson C. Vieira (São Paulo, SP)


Assinatura da Folha
Que orgulho ser assinante desta Folha e me deparar com texto do deputado federal Marco Feliciano (“Governar é fazer escolhas”, Tendências / Debates, 7/11). Mesmo achando grande desperdício do espaço do jornal e tremenda bobagem o que estava no texto, não tem como não aplaudir o jornal em dar voz aos seus maiores caluniadores e ao debate de ideias. Como bem disse Eugênio Bucci na mesma página (“Esses pitis de vivandeiras”): “Ao determinar que seu governo deixará de assinar a Folha, o presidente da República ofendeu a reputação não da Folha, mas dos outros diários, aqueles que ainda frequentarão as mesas do Poder Executivo”.
Márcio Cristiano Alexandre (Londrina, PR)

O presidente Jair Bolsonaro e Marco Feliciano (Pode-SP), em foto publicada no Twitter do deputado
O presidente Jair Bolsonaro e Marco Feliciano (Pode-SP), em foto publicada no Twitter do deputado - Marcos Feliciano no Twitter

Aposto que aos sábados o Bolsonaro pede uma Folha emprestada só para ler o Zé Simão. Em um dia ele consegue ser melhor que todos os outros a semana inteira! # Volta Zé Simão! Rárárá!
Luiz Carlos de Souza (São Paulo, SP)


Augusto Nunes x Glenn
No texto “Em rádio, jornalista Augusto Nunes agride Glenn Greenwald, que revida”, Poder, 8/11), o jornal informa que figuras relevantes do bolsonarismo (o guru-astrólogo de Richmond e o vereador Carlos Bolsonaro) aplaudiram a agressão física do jornalista Augusto Nunes contra o editor de The Intercept Brasil, Glenn Greenwald. Existiria prova maior de que adeptos do capitão reformado aceitam práticas fascistas contra seus adversários políticos e ideológicos?
Caio Navarro de Toledo, professor aposentado da Unicamp (Campinas, SP)


Namoro no trabalho
Que bobagem! Aonde chegamos com o politicamente correto. É o medo do mundo corporativo de qualquer coisa que possa prejudicar seus lucros (“ chefe pode ser proibido de namorar no trabalho, afirmam especialistas”, Mercado, 9/11). A maior parte dos casamentos e relacionamentos acontece dentro do círculo próximo das pessoas, que inclui o local de trabalho. Mais amor e menos chatice.
André Luiz (Porto Alegre, RS)

Permitir que empresas interfiram na vida pessoal dos funcionários é de uma estupidez inaceitável.
Iago Marcos Zulu (São Paulo, SP)

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