Ser humano deve ser visto em uma dimensão holística, diz leitor

Leitor diz que instituições devem reagir a ataques de Bolsonaro

Saúde mental
Muito feliz o artigo do psicanalista Christian Dunker ("A função da cultura na saúde mental", Opinião, 23/2). A partir da ação correta preconizada pela Organização Mundial da Saúde, o ser humano deve ser visto em uma dimensão holística, a qual contempla todas as suas singularidades, muitas das quais influenciadas pela cultura em que foi criado. Apenas medicalizar pode anestesiar toda uma riqueza representada pelas crenças e costumes. Parabéns!
José Elias Aiex Neto, médico psiquiatra, autor de "Psiquiatria sem Alma" (Foz do Iguaçu, PR)

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O psicanalista Christian Dunker no lançamento do livro "Ética E Pós-Verdade", na livraria Cultura - Mastrangelo Reino - 13.dez.2017/Folhapress


Como praticante diário de trabalho mental e social, fiquei satisfeito com o artigo "A função da cultura na saúde mental". É claro o relacionamento entre a cultura e a melhora de comportamentos emocionais --como ansiedade, depressão, mal de Alzheimer e outros. Sinto que há uma relação matemática na elevação de hormônios como dopamina, endorfina e irisina. A prática de exercício físico é ação fundamental para a melhoria da qualidade de vida da população, principalmente para os idosos.
Ari Ozorio de Christo, médico cardiologista, trabalhando há 40 anos com idosos (Santa Maria, RS)

O professor Eduardo Osorio, da Braapa Escola de Atores, ministra curso de ator para um grupo da terceira idade - Rivaldo Gomes - 7.out.2019/Folhapress

Foliões
Não tenho esperanças de que um agitador de 65 anos possa ser curado (editorial "Foliões na política", Opinião, 23/2). Falta-lhe inclusive inteligência para tanto, e parece que ele não terá limites se as instituições não reagirem com rigor e urgência.
Alan Moacir Ferraz (São Sebastião, SP)

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Máscara de Jair Bolsonaro no Carnaval de 2019 - Clauber Larre - 8.fev.2019/Folhapress


A Presidência está acéfala. O eleito ainda não tomou posse e, por enquanto, não vai tomar. Permanece no Congresso defendendo seus nichos e no palanque tentando derrubar adversários. Montou uma milícia e agora está perseguindo governadores, principalmente os do PT, a Câmara, o Senado e o STF. Assim que eles caírem, assumirá o poder e mostrará a que veio. Se o povo, os poderes constituídos e a imprensa não se unirem, da democracia restará apenas cinzas.
Odete Borges (Itabira, MG)

O editorial "Foliões na política" foi contundente. O governo Bolsonaro promove a degradação da institucionalidade democrática. Acorda, Brasil!
Márcia Meireles (São Paulo, SP)

OK. Mas jamais esqueçamos que o papel exercido pela grande imprensa favoreceu a eleição dessa pessoa. E tudo por causa da agenda econômica liberal, tudo por causa de dinheiro.
Marcello Santiago (Rio de Janeiro, RJ)


Mineração em área indígena
Parabéns ao líder indígena Marivelton Baré pelo lúcido artigo "O eldorado é verde; somos nós os atrasados?" (Opinião, 22/2). Os desrespeitos às comunidades indígenas e a seus direitos constitucionais já ultrapassaram em muito o limite da civilidade. Como indica com clarividência nosso amigo índio: o atual governo é pura selvageria!
José Pedro de Oliveira Costa, pesquisador do IEA-USP (São Paulo, SP)

2%
A economia brasileira tem condições de crescer mais de 2% em 2020 —se o presidente Jair Bolsonaro fechar a boca, que é uma fábrica de crises. Mas essa é a parte mais complicada.
André Pedreschi Aluisi (Rio Claro, SP)


Necessidades básicas
O antológico artigo deste domingo (23) de Antonio Prata ("Sua majestade, o vidro", Cotidiano) revela, de forma brilhante e incisiva, a miopia com que o atual governo e seus apoiadores enxergam o que seriam as necessidades básicas do nosso país.
Sérgio Guedes da Fonseca Neto (Araraquara, SP)

Ilustração de homem de costas com os braços para cima que está se inclinando para frente e enfiando a cabeça em uma superfície, semelhante a uma parede, que se distorce em direção ao centro. Essa superfície é verde e amarela com várias rachaduras.
Ilustração para coluna de Antonio Prata de 23.fev.2020 - Adams Carvalho/Folhapress


Antonio Prata voltou com tudo! O governo está com as calças arriadas, rindo da nossa cara! E tem uma grande base de apoiadores: mercado e robôs, por exemplo.
Maria Helena Chagas (Belo Horizonte, MG)


Esse texto de Antonio Prata me lembrou de algo: professores e petroleiros manifestando-se pacificamente são chamados de comunistas e baderneiros. Maus policiais, armados, sem direito a greve, ateando fogo em carro e atirando contra pessoas são homens de bem, pais de família, agindo unicamente em sua legitima defesa.
Rica Luciana de Souza Silva (Juiz de Fora, MG)

Ato de apoio à greve dos petroleiros em São Paulo - Kevin David/A7 Press/Folhapress

PMs e barbárie
Com as cenas de parte da polícia militar cearense encapuzada, coagindo a população, há alguma dúvida de que estamos caminhando a passos largos para uma barbárie institucionalizada? Alguma censura do ministro da Justiça ou do presidente? Não! Somente um velado apoio à barbárie. Mas nada de novo. Afinal, Ernesto Geisel, anos atrás, já tinha avisado que um tal tenente à época nada mais era do que um "mau militar", "incontrolável", "vivandeira" da ditadura No que poderia dar senão nisso?
Robson M. Silveira (São Paulo, SP)

Policiais encapuzados procuram nas ruas companheiros para aderir à greve - João Dijorge/Photopress/Folhapress

Controle do Orçamento
O general Augusto Heleno, com o seu "foda-se", repete Jarbas Passarinho com o seu "às favas, senhor presidente, neste momento, todos os escrúpulos de consciência". Alguém ainda duvida das intenções da caserna? Alguém ainda duvida de que as trevas estão próximas? Até quando nossas instituições farão o papel de avestruz, enfiando a cabeça no buraco e fingindo que o problema não existe? Não é possível que não tenham enxergado nas eleições e que não enxerguem agora sinais tão claros.
Flávio Fonseca (Mendes, RJ)


Folha, 99
Parabéns à Folha, 99, pela iminência de seu centenário. Partícipes de sua história, sabemos que é exatamente a vitalidade que faz dela alvo de ataques autoritários. Eles não são os primeiros, não serão os últimos nem os mais violentos. Mas, felizmente, agora como antes, a Folha cresce na adversidade. Que venham muitos outros centenários.
Leão Serva, diretor de jornalismo da TV Cultura (São Paulo, SP)
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Leitor e admirador há décadas, quero parabenizar a Folha pela combativa trajetória de 99 anos. Continue incomodando o poder com seu jornalismo crítico e cidadão.
Jorge Ribeiro Neto (Indaiatuba, SP)
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Como leitor desta Folha desde os anos 1970, é com felicidade que vejo o jornal atingir essa marca de 99 anos. E sempre mantendo os mesmo princípios de prestar a informação correta e bem apurada, a difusão de ideias e a defesa da democracia. Princípios fundamentais para manter acesa a luz da liberdade nesse tempos obscuros em nosso país.
Sérgio Dias Canella (Rio de Janeiro, RJ)


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