Leitores comentam pronunciamento de Bolsonaro na TV

'Estou jogando a toalha', diz leitor que votou em Bolsonaro

Unidos pelo coronavírus
É a velha história: quando o barco começa a afundar, os ratos são os primeiros a abandoná-lo ("Caiado rompe com Bolsonaro e diz que não respeitará decisões do presidente", Poder, 25/3). Bolsonaro está fazendo o milagre de unificar o país: o povo, a classe média, os trabalhadores, os servidores, os políticos, enfim, todo o mundo está se unindo... contra ele.
Geraldo da Silva (Salvador, BA)

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, cumprimentam os repatriados brasileiros trazidos de Wuhan, na China - Pedro Ladeira/Folhapress


Nosso país precisa de um líder séria. Após o pronunciamento da noite de terça, o capitão/atleta desnudou sua flagrante insanidade. As autoridades médicas e governamentais de todo o planeta estão histéricas (!), só o "atleta" está certo. Está mais do que na hora de instaurar-se um incidente de insanidade mental e a subsequente interdição judicial da triste e trágica figura.
Rubem Prado Hoffmann Júnior (São Paulo, SP)

O presidente Bolsonaro perguntou qual é a lógica de suspender as aulas se as crianças são pouco vulneráveis ao coronavírus. A resposta é simples: as crianças vão se contaminar na escola e terão poucos ou nenhum sintoma da doença, mas levarão o vírus para suas casas, onde seus pais e avós serão contaminados e poderão ter a forma mais grave da doença. Não há uma saída fácil, e a economia vai sofrer, mas, no momento, o mais importante é tentar reduzir o máximo possível o número de mortos na pandemia, e isso implica manter o isolamento social, sem aulas, pelas próximas semanas.
Mário Barilá Filho (São Paulo, SP)

Não é a primeira vez —nem será a última— que Jair Bolsonaro vem a público desfilar incongruências e teorias irresponsáveis. O presidente está cada vez mais isolado politicamente e perdendo apoio substancial nas redes sociais. Assim, na medida em que a hipótese do afastamento do cargo é praticamente impensável —visto que um impeachment, além de inoportuno, seria tecnicamente inviável e é impossível imaginá-lo renunciando—, a solução imediata é não levá-lo a sério. O tecido democrático está mantido, a imprensa continua livre e o ministro Mandetta e os governadores continuarão seguindo as normas da OMS.
Luciano Harary (São Paulo, SP)

A maior crise humanitária da história do Brasil nas mãos do governo mais despreparado e de um presidente da República insano.
Antônio Beethoven Cunha de Melo (São Paulo, SP)

Eu votei em Bolsonaro, mas o seu destempero ficou insustentável. Estou definitivamente "jogando a toalha". Isso faz eu ter saudades da diplomacia do Temer. Pena que a maioria que assume o poder se transforme em ladrão. Quando teremos um presidente que irá reunir honestidade, competência, diplomacia e comedimento em seus pronunciamentos?
Cláudio de Melo Silva (Olinda, PE)

Bolsonaro é extremamente despreparado para lidar com a crise de saúde pública. Seus discursos alimentam uma narrativa nociva à população e dão legitimidade institucional à desinformação que circula pelas redes sociais sobre as medidas necessárias para conter a pandemia. É hora de Mandetta mostrar que serve ao povo, não aos caprichos de um presidente delirante.
Rafael Franceschetti Macedo (São Paulo, SP)

Na edição desta quarta-feira (25), Hélio Beltrão adentra a seara médica defendendo uma conduta ainda não corroborada: o uso de hidroxicloroquina como medicação profilática ("Liberem a hidroxicloroquina", Mercado). Em vez de o colunista tangenciar o exercício ilegal da medicina, ele deveria dizer o que pensa sobre o "Estado mínimo" que vai socorrer empresas aéreas e bancos, entre outros, mas que vai aplicar a lógica de livre mercado em relação a nossos salários.
Francisco Moreno de Carvalho (São Paulo, SP)

Até quando o mundo vai se curvar diante da China e perdoá-la por exportar vírus mortais para toda a humanidade, décadas após décadas? A mídia não está fazendo reportagens para mostrar os lugares de onde vêm esses e outros coronavírus. Pelo WhatsApp, já vimos mercados chineses a céu aberto vendendo carne de gato, cachorro, cobra e morcego. Estão todos com medo da China só porque ela é a bola da vez na economia mundial? Quando o governo chinês vai combater tais mercados de horrores?
Jaime Pereira da Silva (São Paulo, SP)

A tragédia do coronavírus não pode ser usada como palco político para as próximas eleições. Aqui, no Brasil, precisamos de gabinetes de solidariedade e paz, não de ódio. Todos de mãos dadas para enfrentarmos a maior crise depois da Segunda Guerra Mundial.
Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (São Paulo, SP)

Fiesp
"A Fiesp expôs sua alma em reunião com Bolsonaro" (Elio Gaspari, Poder, 25/3). Elio Gaspari esquece que a Fiesp já mostrou sua alma pelo menos duas vezes antes desta recente reunião com o Bolsonaro. 1) Quando, em 1989, o então presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Mario Amato, disse que todos iriam para o aeroporto caso Lula fosse eleito; 2) Quando o pato do atual presidente, Skaf, invadiu a avenida Paulista.
Fábio Galvão (São Paulo, SP)

Petrobras
Com o mundo sofrendo a tragédia da pandemia de coronavírus, milhares de pessoas morrendo, economia mundial e especialmente a brasileira quebrando, perspectiva de milhões de desempregados no Brasil (fala-se em 30 milhões), redução de salários de mais de 50% para os empregados, vem a Petrobras propor a seus acionistas triplicar o teto de pagamento de bônus à sua diretoria ("Petrobras triplica teto para bônus a diretores mesmo com coronavírus e petróleo barato", Mercado, 23/3). O valor chegaria a R$ 11,8 milhões em 2020. Como isso é possível? O governo é o principal acionista da empresa. Esse desgoverno vai permitir esse absurdo?
Marco Antonio S. Oliveira (São Paulo, SP)

Entrada do p,rédio da Petrobras no Rio de Janeiro (RJ) - Marcos Vidal/Futura Press/Folhapress

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