Descrição de chapéu pantanal

Leitor comenta incêndios no Pantanal

Leitores debatem volta às aulas

Fogo no Pantanal

"Ensaio fotográfico na Transpantaneira mostra paisagem de chamas, fumaça e cinzas" (Ambiente, 9/9). Os cientistas avisam há tempos: a Amazônia é a responsável pelo regime de chuvas no Centro-Oeste e no Sul do Brasil. Está aí o resultado do descaso com a Amazônia. Podemos botar na conta de Bolsonaro essa destruição do Pantanal e a estiagem no centro-sul, que já dura quase um ano. A continuar assim, o agronegócio profissional vai morrer por culpa do agronegócio ilegal, de grileiros e posseiros milicianos. Isso sem falar na falta de água... O crime ambiental deste governo é um crime contra a humanidade.
Euclides Sandoval (Atibaia, SP)


Censura
Em relação ao editorial "Mídia censurada" (Opinião, 9/9), digo que não faz sentido, e foge à finalidade, o Judiciário proibir a imprensa divulgar informações, alegando que um tal processo corre em segredo de Justiça. O "segredo" é da Justiça, não da imprensa. A Justiça que proíba o vazamento do processo e impeça que a informação chegue ao conhecimento da imprensa. Proibir a impressa de informar os fatos é inconstitucional, um verdadeiro atentado às liberdades.
Antônio Marcos Coldibelli (Pouso Alegre, MG)


Volta às aulas
O editorial "Volta às aulas" (Opinião, 9/9) defende o retorno das aulas de forma escancarada, em nome de uma suposta preocupação com o aumento da desigualdade. Parece-me que o jornal não tem essa mesma preocupação quando defende abertamente o teto de gastos e a reforma administrativa do governo federal, que penaliza sobretudo os serviços públicos. Peço ao Conselho Editorial da Folha que leia a reportagem do próprio jornal no mesmo dia sobre o relatório da OCDE.
Geraldo dos Santos Júnior, professor da rede pública municipal de São Paulo (São Paulo, SP)


Filhos
Nunca me encorajei a escrever para a Folha, mas, depois de ler o artigo "De que vale ter filhos?" (Vera Iaconelli, 8/9), não poderia deixar passar em branco. Muito boa a argumentação —"... o filho sonha com autonomia e distância dos pais". A doutora disse tudo: "... responsabilidade, dedicação e preocupação serão compensadas, com sorte, pela criação de um sujeito desejante". Com sorte... Basta refletirmos e veremos o quanto a doutora acertou ao fazer o diagnóstico das famílias de hoje.
Beatriz Rossin Streahl Okiyama (Registro, SP)


O cara
Conrado Hübner Mendes é o cara! Com precisão cirúrgica, rasga o véu da hipocrisia e escreve em letras claras e diretas ("Eu faço uma aposta com Fux", Poder, 9/9) o que precisa ser dito sobre o Judiciário. Juízes, desembargadores, ministros e outras excelências têm feito desse Poder a casa da mãe Joana. Corajosamente e sem meio-termos, Hübner mostra o ridículo que foi a presidência de Dias Toffoli, a despeito dos rapapés e homenagens mais que duvidosas que a ele foram prestadas. Quanto a Fux, é sempre bom lembrar de suas ações em interesse próprio guardadas sob um topete pernóstico e falsamente moral. São artigos como esse que nos estimulam a ler a Folha.
Valter Luiz Peluque (São Paulo, SP)


Setembro Amarelo
Esclarecedora a reportagem de Camila Appel sobre como ideias e palavras erradas sobre a prevenção do suicídio podem ser prejudiciais, ainda mais durante o Setembro Amarelo, quando o tema é debatido com mais frequência ("Mês de prevenção do suicídio traz ainda ideias erradas sobre o tema", Cotidiano, 9/9). O texto é uma leitura essencial sobre um assunto de extrema importância e que nem sempre é abordado com o devido cuidado.
Tiago Oliveira (Santo André, SP)


Desvios na igreja
"Escândalo em templo católico expõe obra bilionária inacabada em Goiás" (Cotidiano, 9/9). Ainda estou me recuperando do baque que levei, pois acompanhava o padre pela TV, nos terços, nas missas... Quem vai julgá-lo é Deus, mas eu sou contra a ostentação: um sino de R$ 6 milhões? Melhor é distribuir cestas básicas para os necessitados. Agora quero que toda a verdade venha à tona. Estive naquele santuário há alguns anos e pude ver de perto toda a devoção de um povo que não merece ser enganado.
Júlia Maria de Araújo Silva (Osasco, SP)


Limpa?
Será que o vereador da capital paulista Eduardo Tuma não tem mais o que fazer nesta cidade cheia de problemas? Refiro-me à sua lamentável proposta de flexibilização da Lei Cidade Limpa, que, como diz o editorial de 5/9 da Folha "Paisagem ameaçada" (Opinião), mudou drasticamente --para melhor-- a paisagem da cidade. A aprovação de tal proposta será um retrocesso. A quem esse vereador serve? À população certamente não é!
Paulo Roberto de Oliveira (São Paulo, SP)


Prefeitura de São Paulo
Em relação à reportagem "Prefeitos em SP calibram retorno às aulas por pesquisas e votos" (Cotidiano, 3/9), a Prefeitura de São Paulo informa, como fez por meio de nota ignorada pela edição, que diante da pandemia sempre se pautou por critérios médico-científicos. O inquérito sorológico com alunos, além de outros indicadores técnicos, são ferramentas transparentes que a autoridade de saúde pública usará para definir a retomada das aulas com a maior segurança possível. A conduta técnica e transparente da prefeitura preservou 382.450 vidas na cidade.
Marcus Vinícius Sinval, secretário especial de Comunicação da prefeitura (São Paulo, SP)

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