Marco Aurélio, não André do Rap, debochou da Justiça, diz leitor

Leitores comentam disputa sobre transmissão do jogo da seleção

André do Rap
"'Não passo o Natal aqui dentro', dizia André do Rap a companheiros de cela" (Cotidiano, 14/10). Segundo o traficante Guinho, citado na reportagem, era preciso pagar R$ 3 milhões para impetrar um habeas corpus no STF. Dizem que para um bom entendedor um pingo é letra, e assim fica fácil deduzir mais uma vez o funcionamento do Brasil. Tratam-nos como idiotas.
Claudir José Mandelli (Tupã, SP)

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O caso 316 (na Lei Anticrime) está manchando a biografia e transformando Marco Aurélio em vilão máximo do país. Lembremos que o Legislativo aprovou a lei, e o Executivo, contrariando o então ministro da Justiça, Sergio Moro, sancionou o texto. A culpa tem que ser repartida, e parte dela está chegando às costas de Bolsonaro, que sancionou sem veto o artigo 316. É punição demais para só Marco Aurélio carregar sobre os ombros.
Fábio Siqueira (Uberaba, MG)

André Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap - Divulgação

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O tal do André não debochou de ninguém, como disse Fux ("STF forma maioria para manter ordem de prisão de André do Rap", Cotidiano, 14/10). Ele fez o que qualquer um faria. Quem debochou da Justiça e da nação foi o tal de Marco Aurélio.
Noel Neves (Poços de Caldas, MG)

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A preocupação dessa corte é manter as aparências...! Acabaram de soltar um dos líderes do PCC e ficam nessa encenação.
Diego Belato (São Paulo, SP)

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Os parlamentares embutiram um jabuti no projeto, visando se protegerem; o dito capitão achou legal, pois protegia também os seus, e assinou. Marco Aurélio seguiu a lei sem analisar os fatos. E cá estamos.
Rinaldo Bastos Vieira Filho (Belo Horizonte, MG)

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Excesso de prazo implica soltura automática? Ainda mais em se tratando de um membro do PCC, de alta periculosidade? Não, não dá para acreditar. Essa decisão foi de um primarismo de assombrar. Tem muito mais coisa aí.
Marcelo Silva (São Paulo, SP)

40 pontos
"Lei que permite 40 pontos na CNH é sancionada por Bolsonaro" (Cotidiano, 14/10). Depois do "e daí?", da gripezinha, da inércia no combate à Covid-19, que já fez 150 mil mortos, Bolsonaro agora acaba de colocar mais combustível para mais mortes no trânsito ao elevar a pontuação da CNH para 40 pontos.
Marcos Barbosa (Casa Branca, SP)


Seleção na TV
"Jogo da seleção foi teste de uso do futebol por Bolsonaro contra Globo" (Esporte, 14/10). A Globo só destila veneno contra o Bolsonaro. Bem feito!
João Carlos Moreno (Presidente Prudente, SP)

O uso do futebol e de jogadores para fazer propaganda a favor do governo pode. O que não pode é protestar no vôlei de praia ("STJD adverte Carol Solberg por protesto contra Bolsonaro", Esporte, 14/10). Censura!
Luiz Neto (Varginha, MG)

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Transmissão clandestina no canal do governo... E continua sendo o canal que ninguém vê.
Rui Simões de Souza (Aracaju, SE)

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Não gosto da Globo, que ajuda a derrubar presidentes, manipulando a população. Mas de forma nenhuma alguém de bom senso pode aprovar que um governante utilize as ferramentas do Estado e dinheiro de impostos para tentar quebrar uma empresa particular. Um absurdo usar recursos público para adquirir jogos da seleção.
Cláudio Lourenço Rocha (São Paulo, SP)


Brasil

Repórter de TV entrevista menino com mochila nas costas, ambos com máscaras sanitárias. Menino com uma lágrima escorrendo diz, vou reencontrar o tomate, o feijuca, o chucu. Repórter pergunta, são seus amigos da escola? O garoto responde, é a merenda
Charge de Jean Galvão para a edição de 11.out.2020 - Jean Galvão

A charge de Jean Galvão de domingo passado (Opinião, 11/10) sobre a nossa distribuição de renda remete à história da representação política de um país que produz alimentos para o mundo todo, mas tem bolsões de fome. Por outro lado, benesses, benefícios e privilégios nos três Poderes são mantidos e sempre incrementados. É a isso que na próxima eleição nós, leitores, devemos ficar atentos. É preciso pensar na hora de escolher o partido no qual vamos votar e depositar nossa confiança.
Valdomiro Trento (Santos, SP)

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Prefeitura de São Paulo
A reportagem "Prefeitura de São Paulo infla número atual de matrículas em creches com vagas do futuro" (Cotidiano, 9/10) está errada. Ao contrário do que está escrito, todas as crianças matriculadas têm vagas garantidas, podendo receber material e, se vulnerável, cartão merenda. Os especialistas desinformam. Não há aumento de repasse às organizações parceiras ou no número de crianças por sala. As vagas foram criadas com programas novos, noticiados pela Folha, como o cadastro do segundo endereço, o transporte gratuito na educação infantil, o Mais Creche, a entrega de 12 CEUs e novas creches parceiras.
Bruno Caetano, secretário municipal de Educação (São Paulo, SP)

Resposta da jornalista Aline Mazzo - A Folha mantém as afirmações publicadas na reportagem.

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