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Ciro diz não ter receio de enfrentar candidatura de Barbosa à Presidência

E sobre alianças partidárias, declarou que "Deus é quem sabe"

O pré-candidato Ciro Gomes em evento da UGT
O pré-candidato Ciro Gomes em evento da UGT - Mastrangelo Reino/Folhapress
 
Anna Virginia Balloussier Géssica Brandino
São Paulo

Joaquim Barbosa pode até ser um rival competitivo, mas Ciro Gomes diz não ter receio em enfrentar o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal nas urnas.

"Não sinto temor nenhum. Quanto mais cabra, mais cabrito", disse nesta sexta-feira (27) o pré-candidato do PDT à Presidência, antes de participar de um debate com líderes sindicais da UGT (União Geral dos Trabalhadores).

O futuro político de Barbosa inquieta o campo progressista. Os partidos avaliam que, bem pontuado em pesquisas de intenção de voto mesmo sem ter se colocado como pré-candidato, o ministro aposentado tem potencial para crescer no eleitorado que tradicionalmente vota na esquerda.

"Deus é quem sabe" sobre alianças partidárias, disse Ciro, que lembrou de conversas formais do PDT com o PSB antes de Barbosa entrar na equação.

O pré-candidato minimizou o resultado das pesquisas de intenção de votos, dizendo que nessa fase elas equivalem aos testes numa corrida da Fórmula 1, antes da definição do gride, que deseja sair "no máximo na segunda fila" .

Uma eventual parceria com Fernando Haddad, ideia especulada após encontro recente entre pedetista e petista, também foi comentada por Ciro. 

"As pessoas têm uma pressa e acham que nossas conversas são completamente toscas. Estamos conversando sobre o Brasil mesmo, sobre o mundo, sobre o momento em que o PT está vivendo. Nem eu nem ele estamos tratando de uma chapa", disse ele —que, como Haddad, foi ministro do governo Lula.

LULA

Ao contrário do ex-prefeito paulistano, contudo, Ciro buscou se distanciar de uma defesa mais enfática do ex-presidente preso, como ao se recusar a assinar manifesto dizendo que manobras judiciais para tirar Lula da eleição seriam uma fraude.

Ciro disse que o PDT não é um partido de fominhas e que é natural que o PT diga que terá candidato, mas se declarou confiante diante da situação do ex-presidente. 

“Sei que essa eleição é uma estrada tortuosa, mas está pra mim, ainda mais com essa situação do Lula”, disse. 

Ciro foi questionado pela plateia sobre não ter ido visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba desde o dia 7 de abril. 

O presidenciável disse que não foi autorizado pela juíza responsável, mas que continuará tentando. “Vou lá dar um abraço nele na primeira oportunidade”, declarou. 

Ciro afastou a possibilidade de participar de atos petistas em Curitiba. “Fazer comício eu não vou, porque não sou do PT, mas Lula é meu amigo há mais de 30 anos”, disse.

Durante sua fala, o pré-candidato tirou do vocabulário a expressão “aquela negada” depois da reação dos sindicalistas negros presentes no local quando falou que foi “uma negada” que tirou Dilma do poder.

Logo em seguida, o presidenciável justificou que essa é uma expressão comum no Ceará e que não estava falando mal dos negros, que era importante deixar claro que defende a igualdade, ou a Folha iria inventar que ele é racista, já que não pode chamá-lo de bandido.

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