Tem o palanque do partido e o palanque do coração, diz França sobre Alckmin

Governador e pré-candidato à reeleição foi um dos políticos presentes na Marcha para Jesus

Anna Virginia Balloussier
São Paulo

Tudo bem o tucano Geraldo Alckmin, ex-governador de quem herdou o cargo, fazer palanque duplo para ele e João Doria (PSDB), seu rival na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, disse nesta quinta (31) Márcio França (PSB).

“Tem o palanque que o partido te obriga a fazer e o palanque de coração”, afirmou o governador ao chegar na Marcha para Jesus, onde dali a minutos seria abençoado, de joelhos, no palco.

França também comentou a sugestão de Doria, feita horas antes ao “Estado de S. Paulo”, para que Flávio Rocha (PRB) seja vice de Alckmin, seu padrinho político —e a quem Rocha quer enfrentar no pleito nacional. A ideia irritou tucanos, que consideraram que o ex-prefeito de São Paulo "queimou a largada” com a afirmação. 

Doria e Rocha foram à Marcha juntos. São “dois empresários ricos” que muito “têm a ver”, segundo o governador que tenta ser reeleito.

Tal qual Doria, França também ficou de joelhos no evento. “Que ele possa governar o estado. Abençoamos o governador do nosso estado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, disse um pastor no palco, com a mão pousada sobre a cabeça do pré-candidato.

“Sábado passado, o Brasil inteiro tinha parado. A gente estava apreensivo. Pensei que se Marcha tivesse sido naquele sábado, não ia ser o sucesso que foi hoje”, afirmou França ao microfone, lembrando da greve dos caminhoneiros que chegou a ameaçar a estrutura do maior ato evangélico do país.

“Eu louvo também, para dizer a vocês que o Brasil precisa de paz e acima de tudo muita fé. Não adianta colocar polícia se não tiver Deus para vigiar.”

Pouco antes, o presidente da Marcha e fundador da igreja por trás dela, a Renascer em Cristo, disse que ali cocaína e prostituição não tinham vez. 

“Aqui tem a santidade do Senhor, porque somos lavados no sangue de Jesus Cristo.” 

França foi chamado em seguida. 

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