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Pedido para Alckmin deixar comando do PSDB é golpe, diz aliado de tucano

Prefeito de Ribeirão Preto diz que correligionário age como se estivesse em grêmio estudantil

Thais Bilenky
São Paulo

Em novo capítulo da guerra interna no PSDB, o prefeito de Ribeirão Preto (SP), Duarte Nogueira, revoltou-se com o pedido público do correligionário Orlando Morando, prefeito de São Bernardo Campo (SP), pela saída de Geraldo Alckmin da presidência nacional do partido depois de sua derrota na eleição de domingo (7).

"É um absurdo esse tipo de postura, é grêmio estudantil, o mais complicado possível. E roupa suja a gente lava em casa", atacou nesta terça-feira (9). "Pedir a saída do Geraldo da presidência do PSDB é um golpe. O partido o elegeu em convenção. Só uma convenção ou qualquer artigo que esteja dentro do nosso partido permite a saída do presidente."

Duarte Nogueira (PSDB)
Duarte Nogueira (PSDB) - Luis Ushirobira - 20.jan.2016/Valor/Folhapress

Para Nogueira, "Geraldo não é causa ou problema, Geraldo é vítima desse tipo de conduta dentro do PSDB. É gente que fica ciscando para fora e segregando, ao invés de ciscar para dentro e agregar".

Ele concordou com a expulsão de quadros importantes como Alberto Goldman e Saulo de Castro, tomada pelo diretório municipal, comandada pelo vereador João Jorge, aliado de Doria.

Candidato a governador, Doria concordou com a medida e defendeu renovação da direção partidária. O gesto faz parte de ofensiva de seu grupo para assumir o comando do PSDB.

A executiva nacional desautorizou as expulsões.

Nogueira foi secretário estadual do PSDB três vezes, líder do governo na Assembleia, líder do PSDB na Câmara e presidente do PSDB estadual de 2013 a 2015. 

Ele defendeu a saída do partido do Aécio Neves, réu por corrupção, e do ex-governador mineiro Eduardo Azeredo, que está preso. 

"Não adianta dourar pílula. Agora o Geraldo? Criticar o Geraldo? Ele é a salvação do partido do ponto de vista da sua conduta, da sua história", disse.

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