Justiça nega nova tentativa de Flávio em bloquear apuração de caso Queiroz

Senador alega que seu sigilo bancário foi quebrado sem ordem judicial, hipótese descartada por desembargador

Italo Nogueira
Rio de Janeiro

A Justiça do Rio de Janeiro negou liminar pedida pelo senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) para suspender a investigação contra seu ex-assessor Fabrício Queiroz.

O senador apontou razões semelhantes à apresentada sem sucesso ao STF (Supremo Tribunal Federal) de que seu sigilo bancário foi quebrado sem autorização judicial.

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ)
O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) - Adriano Machado - 20.mar.2019/Reuters

O desembargador Antônio Carlos Nascimento Amado, da 3ª Câmara Criminal, negou o pedido afirmando que não houve fornecimento de dados sigilosos.

Queiroz é investigado em razão da movimentação financeira atípica de R$ 1,2 milhão em sua conta bancária entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. 

Em nota, o senador criticou o vazamento da decisão, sob sigilo.

“Mais uma vez alguns membros do Ministério Público do Rio vazam, ilegalmente, informações sigilosas, reforçando a urgência de que sejam julgadas minhas representações contra Eduardo Gussem, chefe do MP/RJ, e Cláucio Cardoso, procurador responsável pelo meu caso, para apurar os crimes de vazamento de informação sigilosa e de improbidade administrativa", afirma a nota.

"Fica cada vez mais claro para o Brasil que não fiz nada de errado e que tive meu sigilo bancário quebrado sem autorização judicial. Vou recorrer a todas as instâncias para fazer valer meu direito e para responsabilizar aqueles que tentam atacar minha reputação ilibada com acusações absurdas e fantasiosas”, diz o posicionamento.

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