Empreendimentos criam refúgios com parque aquático, praia e bosque

Novos condomínios-clube prometem oásis em meio à capital para aproveitar o tempo livre sem sair de casa

São Paulo

Parque aquático, salão de festas com piscina e praia de ondas artificiais —tudo sem tirar o carro da garagem.

Essa é a oferta de novos condomínios-clube para convencer os moradores de que é possível ter um oásis de tranquilidade no meio da cidade.

“Procuramos atender à demanda das novas gerações, influenciadas pelo movimento que associa a casa a um refúgio”, afirma Piero Sevilla, diretor de incorporação da Cyrela. 

A construtora lançou recentemente o Cyrela Mond, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo.

São dois prédios de alto padrão em um terreno de 24 mil metros quadrados, dos quais mais de 7.000 serão convertidos em um bosque. Entre as outras áreas comuns está uma “pool house”, piscina integrada ao salão de festas. 

Os imóveis, com plantas entre 69 e 147 metros quadrados, custam a partir de R$ 680 mil. A maior metragem custa a partir de R$ 1,3 milhão.

Segundo Sevilla, o empreendimento é uma “plataforma de vida, que engloba não só moradia e lazer como também entretenimento”.

Para o arquiteto Roberto Fialho, professor de arquitetura da Faap, esse modelo mira um público específico, porque vai além da lógica do condomínio e prevê um estilo de vida, em que o lazer está dentro do contexto da moradia. 

“São empreendimentos que demandam terrenos grandes, e raros, dentro da cidade, geralmente em bairros distantes do centro. Por isso, as construtoras investem em uma grande área de lazer, com foco em famílias que querem se divertir com segurança”, diz. 

De fato, no Morumbi, zona oeste da cidade, o Monumento São Paulo, da Even, aposta em uma área de 60 mil metros quadrados e em uma grande quantidade de atrações.

Serão 907 apartamentos, divididos em seis torres. Os imóveis, de 69 a 129 metros quadrados, custam a partir de R$ 483 mil. 

O condomínio-clube tem quatro salões de festas, quatro churrasqueiras, um parque aquático que reúne cinco piscinas, três brinquedotecas e duas quadras, entre outros espaços, como um bar.

“Pensamos em um grande clube, que ofereça um lazer completo, que compense o trânsito e os deslocamentos”, diz Marcelo Dzik, diretor comercial e de clientes da Even. 

Segundo ele, a mensalidade do condomínio deve ser equivalente ou até menor do que a de outros prédios com estrutura de lazer na região. 

Para Fialho, esses empreendimentos são diferentes dos que são erguidos em bairros centrais, onde a estrutura de lazer é mínima e o interesse é mais na localização. “São dois perfis de morador: um que vive a vida fora do condomínio, outro que fica mais dentro.”

Já os empreendimentos de casas em cidades perto da capital paulista conseguem reunir as duas coisas.

A 45 minutos de São Paulo, em Itupeva, o condomínio Fazenda da Grama se propôs a recriar uma praia de 700 metros de extensão, com 1 km de areia branca e ondas. 

A tecnologia é da empresa espanhola Wavegarden, que produz ondas de 0,5 a 2 metros e vários graus de dificuldade para a prática do surfe. 

A areia não esquenta, graças a uma tecnologia desenvolvida para o tênis de praia. 

Ter uma praia no quintal é um dos sonhos de Oscar Segall, diretor-geral da construtora KSM e idealizador do projeto. “Descer para o litoral está difícil por causa do trânsito”, diz ele, que achou mais fácil levar a praia para o interior. 

Com arquitetura assinada por Gui Mattos e paisagismo de Benedito Abbud, a praia quer reproduzir o estilo de vida do litoral, com quadras de vôlei e sushi bar, em uma área de 91 mil metros quadrados.

Os lotes da fase nova são de 2.200 a 3.300 m² e são vendidos a partir de R$ 1,6 milhão. O projeto total da praia, que custará R$ 289 milhões, deve ficar pronto no final de 2020.



MONUMENTO SÃO PAULO

Onde fica rua Dr. Luiz Migliano, 1.870, no Morumbi

Área útil de 69 a 129 m²

Valor a partir de R$ 483 mil 

Construtora Even

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