Usuários reclamam de queda no sinal de internet de Claro e Vivo

Serviço de banda larga fixa falhou em capitais das regiões Sul, Sudeste e Norte

São Paulo

Usuários das operadoras Claro e Vivo relataram instabilidade e quedas de sinal de banda larga entre a manhã e a tarde desta segunda-feira (4).

O serviço de internet residencial da Claro é o que tem o maior número de reclamações, e afetou cidades como São Paulo, Campinas, Guarulhos, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e Manaus, de acordo com o site Down Detector, que mapeia falhas na prestação do serviço.

Cabos de fibra óptica de internet - Alessandro Bianchi - 23.jun.17/Reuters

O pico de problemas no sinal da operadora foi relatadon às 14h15 desta segunda-feira, quando o site contabilizou 1.208 falhas.

Na Vivo, os problemas se iniciaram às 2h30, com cerca de 1.800 relatos, de acordo com o Down Detector, com focos de intermitência nas mesmas cidades em que foram registradas ocorrências da Claro. O número de queixas voltou a subir no início da tarde: foram 149 às 14h15.

Procurada, a Claro afirmou em nota que o serviço já opera normalmente. "Em função de uma instabilidade técnica na rede, alguns clientes da cidade de São Paulo podem ter enfrentado dificuldade de conexão no início da tarde de hoje (dia 4), mas o sinal foi restabelecido", diz a empresa.

A Vivo afirma que não encontrou irregularidades em sua rede e que orienta a seus clientes entrar em contato pelo número *8486 (para celulares) e 10315 (para números fixos), ou através do site www.vivo.com.br, quando identificar problemas na rede.

Com o isolamento social realizado para conter a pandemia de coronavírus, o uso de serviços de streaming de áudio e vídeo e as chamadas por videoconferência têm aumentado.

Reportagem da Folha mostrou que operadores não se prepararam para um pico de demanda do tipo, que parecia improvável antes da quarentena, quando as pessoas não usavam a totalidade da banda contratada em seus pacotes de internet.

As maiores operadoras do país liberaram conteúdos de TV e streaming e anunciaram bônus de dados no celular. O Globoplay, serviço de streaming da Globo, limitou o volume de dados trafegados em seus vídeos para evitar colapso de infraestrutura. O Facebook, dono do WhatsApp, dobrou a capacidade dos servidores para seu aplicativo de conversa, líder entre os mensageiros no Brasil.

Apesar de ser comumente atribuído a serviços de streaming e ao YouTube (onde estão as crianças durante a quarentena), a novidade do cenário de confinamento é a enxurrada de chamadas de voz no celular ou videoconferências, como as feitas pelo Zoom ou pelo Skype.

O tráfego desse tipo de conteúdo passa por redes chamadas ponto a ponto (P2P), que dependem mais da infraestrutura como geral do que a transmissão de conteúdos da Netflix ou do Youtube.

Uma videochamada de WhatsApp de São Paulo a uma cidade do interior da região sul, por exemplo, sai da operadora, vai ao ponto de troca de tráfego, ao operador de backbone (infraestrutura que suporta uma transmissão por fibras óticas entre servidores a longa distância) e, por fim, ao provedor local.

Já um vídeo do Netflix ou do YouTube sai de um CDN, que é como um banco de dados que armazena réplicas de arquivos (como filmes) alocado em diversos servidores brasileiros, o que permite uma distribuição mais linear e curta.

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