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Indígenas e estudantes fazem novo ato e ocupam a reitoria da Uerj

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Cerca de 40 indígenas e estudantes ocupam desde o início da tarde desta terça-feira a entrada da reitoria da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) para pedir apoio ao reitor no movimento de reapropriação do antigo Museu do Índio, no Maracanã, zona norte da cidade.

Representantes do grupo indígena se reuniram com o reitor Ricardo Vieiralves de Castro e pediram a participação dos índios da Aldeia Maracanã no evento do governo federal que a universidade sediará, nesta quarta-feira (18), sobre as discussões sobre o projeto para o antigo Museu do Índio.

A reitoria da universidade, no entanto, afirmou aos indígenas que a reunião foi cancelada. No encontro, seria apresentado o projeto preliminar de Ocupação Cultural, o protocolo de intenções a ser assinado entre a Secretaria de Cultura e as lideranças indígenas e o cronograma das ações.

"Queremos a regularização fundiária dos 14,2 mil metros quadrados como reserva indígena. Isso inclui a área com os quatro prédios do extinto Ministério da Agricultura (nos fundos do antigo museu)", disse Mônica Lima, 47, da etnia Manauara - do Amazonas, à Folha.

A índia diz que o Estado quer transformar apenas 7.000 metros quadrados do antigo museu em Centro Cultural Indígena. "Lutamos por uma universidade indígena ali. O governo visa apenas fins mercadológicos com a venda de artesanato. Eles não querem valorizar os índios", lamentou.

A Folha tentou falar com o reitor da Uerj, mas não foi atendida. Os manifestantes devem passar a noite no prédio da universidade, no Maracanã.

PROTESTOS

Um grupo de índios voltou a entrar em confronto com policiais militares ontem (16) devido à desocupação do prédio do antigo Museu do Índio, que fica ao lado do Maracanã, na zona norte do Rio. Ao todo, 26 pessoas foram detidas e liberadas depois. Um índio chegou a ficar 24 horas em uma árvore.

O protesto ocorreu quase nove meses depois do confronto que terminou com a desocupação do prédio do antigo Museu do Índio. No domingo (15), cerca de 40 pessoas, entre índios e manifestantes, tinham entrado no prédio sob alegação de que sua demolição estava sendo preparada.

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