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CBF vai pedir afastamento de promotor do caso Portuguesa

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O diretor jurídico da CBF, Carlos Eugênio Lopes, vai pedir o afastamento do promotor Roberto Senise Lisboa do inquérito aberto no Ministério Público de São Paulo sobre o rebaixamento da Portuguesa.

Segundo o diretor da CBF, será feita uma representação ao procurador-geral do Ministério Público de São Paulo e outra ao Conselho Nacional do Ministério Público.

Nas duas, vai "arguir a suspeição do promotor e o seu consequente afastamento do caso". Lopes afirmou que Lisboa "prejulgou o caso e fez ameaças" aos dirigentes da entidade antes de ouvi-los.

O promotor anunciou anteontem a abertura do inquérito contra a CBF e o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) para investigar o processo que condenou a Lusa à perda de quatro pontos pela escalação ilegal do meio Héverton contra o Grêmio.

Como consequência, o clube foi rebaixado à Série B do Campeonato Brasileiro.
Para o promotor da área do direito do consumidor, "há fortes indícios que houve falhas no julgamento do STJD".

Ele também ameaçou pedir a saída do presidente da CBF, José Maria Marin, do cargo, caso descumpra alguma decisão da Promotoria.

Para Lopes, Lisboa "desobedeceu a própria norma de conduta do Ministério Público". "É inacreditável que um promotor tenha dado uma declaração daquelas sem nos ouvir. Ele está tentando nos intimidar. Isso não é uma postura correta para um integrante do Ministério Público."

Lopes diz que o promotor "descumpriu o artigo 43 da Lei Orgânica Nacional do Ministério Público ao quebrar os deveres éticos de manter a responsabilidade e atuar com lealdade, comedimento, equilíbrio e sobriedade".

TRANQUILO

Lisboa afirmou ontem estar tranquilo sobre sua conduta e negou ter feito ameaças ou prejulgamentos no episódio.

"Eu apenas disse que há fortes indícios de que houve falha no julgamento. Se eu tivesse prejulgado, não teria dado prazo de dez dias para a CBF se manifestar", afirma.

"O Carlos Eugênio Lopes é bem preparado. Se ele achar que deve pedir meu afastamento, o fará. Mas sei que não desviei minha conduta."

Colaborou DIEGO IWATA LIMA, de São Paulo

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