Mundo
21/04/2008 - 12h18

Economia não influenciará nas eleições dos EUA, aponta pesquisa

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Colaboração para a Folha Online

A economia ultrapassou a Guerra no Iraque como principal problema na mente dos eleitores norte-americanos, mas não influenciará os resultados das eleições presidenciais de 4 de novembro, segundo aponta pesquisa divulgada nesta segunda-feira.

A pesquisa do instituto Associated Press-Yahoo News mostrou que, diante do cenário de crise de crédito e imobiliária, 67% dos eleitores listam a economia como um assunto extremamente importante, um crescimento significativo frente aos 46% da pesquisa de novembro.

Logo atrás, vem o preço da gasolina, assunto importante para 59% dos entrevistados. O Iraque, que ajudou a reeleger o presidente dos EUA, George W. Bush, e foi tema dominante por muitos anos, acabou em terceiro, com 48%.

"Com a crise econômica, o custo da gasolina e o custo da comida, simplesmente parece que a economia está saindo do controle", disse Joan Sabers, 62, aposentada de Mechanicsburg, Pensilvânia, local das primárias desta terça-feira (22).

AP
Pré-candidatos à Casa Branca, John McCain (à esq.), Barack Obama e Hillary Clinton
Pré-candidatos à Casa Branca, John McCain (à esq.), Barack Obama e Hillary Clinton

Contudo, aqueles que se mostraram extremamente preocupados com os rumos da economia norte-americana não mudaram o apoio a seu candidato presidencial desde a pesquisa de novembro.

O instituto realiza suas pesquisas sempre com o mesmo grupo de entrevistados para poder comparar a opinião e apoio político ao longo do tempo.

Não há diferença quando separa-se o grupo de acordo com sua filiação partidária. Entre os republicanos, 60% estipula a economia como assunto prioritário, assim como 75% dos democratas.

Segundo a pesquisa, os republicanos que expressaram maior preocupação sobre sua situação financeira mostraram a mesma tendência daqueles que não expressaram tanta preocupação com a economia: eles apóiam o provável candidato republicano John McCain na mesma porcentagem que apoiavam um candidato republicano ainda indefinido na pesquisa de novembro.

Dentre os democratas que se mostraram mais preocupados com a economia dos EUA, a maioria continua apoiando os dois pré-candidatos democratas, sem nenhuma inclinação maior para Hillary Clinton ou Barack Obama.

Os resultados da pesquisa demonstram o que já havia sido descoberto em pesquisas de boca-de-urna em mais de 20 primárias presidenciais democratas e republicanas: a economia é o maior problema para os norte-americanos, mas até agora não está influenciando diretamente a votação.

"Isso não será um tema definitivo para mim. Eu não estou certa sobre o que cada candidato pode fazer para melhorar a situação do desemprego", disse Robert Michael, 62, republicano de Fort Collins, Colorado.

Segundo o instituto, também não há diferença significativa de classe econômica entre os eleitores que se mostraram preocupados com os rumos da economia nos EUA. Cerca de dois terços dos entrevistados com renda inferior a U$ 100 mil (R$ 166,4 mil) anuais dão extrema importância à economia, assim como seis em cada dez eleitores com rendas maiores.

A pesquisa da Associated Press-Yahoo consultou 1.844 adultos, foi conduzida entre 2 e 14 de abril e tem uma margem de erro geral de 2,3 pontos para mais ou para menos. Entre os entrevistados estão 863 democratas e 668 republicanos, para quem as margens de erro foram de 3,3 e 3,8 pontos para mais ou para menos, respectivamente.

Candidatos

Os pré-candidatos democratas, Hillary e Obama, elegeram a economia como tema fundamental de sua campanha contra os republicanos. Desde o início da campanha democrata pela nomeação, os candidatos usam a crise imobiliária como tema de críticas ao presidente Bush e acusam os republicanos, e agora especificamente McCain, de representar apenas a manutenção de uma economia baseada em altos custos com o Iraque e pouca preocupação com os norte-americanos.

Em campanha na Pensilvânia há semanas, os candidatos fortaleceram os seus discursos econômicos. Obama quer conquistar os trabalhadores brancos que favorecem Hillary, convencendo-os de que é o melhor candidato para trazer as indústrias e os empregos de volta aos subúrbios do Estado. Já Hillary quer manter sua vantagem e para tal discursa veementemente contra os tratados de livre comércios dos EUA.

McCain, que já havia dito que a economia não é seu ponto forte, divulgou na semana passada um extenso plano para a economia nacional. Entre suas propostas, a manutenção dos cortes de impostos de Bush e dinheiro para ajudar de 220 mil a 400 mil famílias com problemas para pagar suas hipotecas. O senador republicano defende que os democratas aumentarão os impostos aos cidadãos para poder financiar todas as suas propostas econômicas.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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