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Dilma deve fazer um pronunciamento oficial, diz CNBB sobre protestos

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Ao divulgar nota da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) declarando solidariedade e apoio às manifestações que tomaram conta do país, o presidente da entidade, cardeal Raymundo Damasceno Assis, disse que espera um pronunciamento oficial de Dilma Rousseff.

"Imagino que ela deva dizer uma palavra ao país, fazer um pronunciamento mais oficial", disse o cardeal, que tem encontro marcado com a presidente na tarde desta sexta-feira (21).

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Dilma, que se reuniu com ministros na manhã de hoje, ainda não comentou oficialmente os protestos que reuniram mais de 1 milhão de pessoas na quinta (21) em mais de 100 cidades.

Os protestos aconteceram mesmo depois da redução da tarifa do transporte coletivo --uma das principais reivindicações dos manifestantes que tomaram conta do país. Duas pessoas já morreram em decorrência da onda de manifestações. Hoje há previsão de atos em cerca de 60 municípios.

Para a CNBB, as manifestações, desde que pacíficas, "fazem renascer a esperança". A entidade repudiou, na nota, atos de vandalismo, violência, desrespeito e intolerância.
Para a entidade, a onda de protestos é política e é fundamental que os católicos do Brasil participem dos protestos.

"Temos que ouvir, perceber o que querem nos dizer. Isso nos dá elemento para refletir", disse o presidente da entidade.

A CNBB não teme que os protestos atrapalhem a Jornada Mundial da Juventude, programada para julho com a participação do papa Francisco. "Cabe ao Estado garantir a segurança e tranquilidade de todos aqueles que vão participar", disse Damasceno.

Depois da segunda reunião do conselho permanente, estância mais abrangente da CNBB da qual participam 43 bispos, a CNBB também anunciou que está disposta a ampliar o debate sobre reforma política e fazer um mutirão de assinaturas para apresentar o projeto de lei de iniciativa popular destinando 10% da receita corrente da União para a saúde.

PROTESTOS

Mesmo após a redução em série das tarifas de ônibus, principal reivindicação dos protestos que tomaram conta do país, novos atos levaram mais de 1 milhão de pessoas às ruas em cerca de cem cidades. Hoje há previsão de atoes em cerca de 60 municípios.

No 14° dia de manifestações, cenas de violência e vandalismo foram registradas em 13 das 25 capitais, que tiveram protestos. Ocorreram ataques ou tentativas de invasão a órgãos dos Três Poderes em nove cidades. Ações de repúdio a partidos políticos foram recorrentes.

Em Brasília, que contabilizou mais de 50 feridos, um grupo quebrou os vidros do Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores e houve princípio de incêndio. Dois ministérios foram pichados, e o Banco Central teve vidraça danificada.

"Foi um ato de vandalismo que não pode se repetir. Eu conclamaria a todos os manifestantes que observassem a calma e que respeitassem o patrimônio da nação", disse o chanceler Antonio Patriota à rádio CBN. "Fiquei muito indignado com o que ocorreu."

No Rio, o protesto reuni 300 mil pessoas e terminou num grande confronto que se espalhou pelo centro e terminou com mais de 60 feridos. Agressores chegaram a atacar um veículo blindado da Polícia Militar, conhecido como "caveirão".

Em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), pelo menos 25 mil pessoas foram às ruas na quinta-feira (20) para protestar. O estudante Marcos Delefrate, 18, morreu após ser atropelado por um carro que furava um bloqueio de manifestantes --a primeira morte desde que começou a escalada de protestos, há duas semanas. Outras três pessoas ficaram feridas, uma delas em estado grave. O motorista está foragido.

Em São Paulo, a comemoração pela redução da tarifa, de R$ 3,20 para R$ 3, foi marcada por hostilidades de manifestantes contra membros de partidos políticos como PT, PSOL e PSTU. A multidão gritava "fora, partidos, vocês querem o povo dividido". Os petistas, o maior grupo, deixaram o ato.

O Movimento Passe Livre (MPL) emitiu nota no início da madrugada desta sexta-feira em repúdio aos atos de violência contra partidos políticos durante as manifestações. Às 20h, mais de 110 mil pessoas se reuniam na avenida Paulista, segundo o Datafolha.

Petistas foram expulsos do ato, que reuniu 110 mil pessoas às 20h, segundo o Datafolha.

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