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07/01/2011 - 12h30

Av. do Estado será interditada domingo para demolição do edifício São Vito, em SP

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COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) vai interditar a avenida do Estado neste domingo (9) por conta das obras de demolição do edifício São Vito, na região central de São Paulo.

Garagem e anexo do Mercadão vão ocupar área do São Vito
Demolição do São Vito e de prédios vizinhos será concluída em março

A interdição acontece no trecho entre o viaduto 31 de Março e a avenida Mercúrio, das 6h às 18h.

Para fugir do bloqueio, quem vai em direção à zona norte, deve seguir pela rua da Figueira e avenida Mercúrio. Já quem segue para a zona oeste deve seguir pela rua da Figueira, viaduto Antonio Nakashima, Parque Dom Pedro 2º, ruas Frederico Alvarenga, do Glicério e ligação leste-oeste.

O São Vito já foi chamado de 'treme-treme' e de 'balança, mas não cai'. Sua demolição foi iniciada dia 8 de setembro, e já foi retirada a caixa-d'água, a torre do elevador, o átrio e o salão do primeiro pavimento superior. Como não tem profundidade suficiente em seu subsolo, o edifício não pôde ser implodido --os escombros resultariam em uma pilha equivalente a 20 andares.

O São Vito ficou da mesma altura do edifício Mercúrio, para facilitar a circulação dos pedreiros com os dois no mesmo nível de pavimento. A partir de agora, os dois prédios serão derrubados ao mesmo tempo.

Os edifícios vão dar lugar a uma garagem subterrânea e um prédio anexo do Mercado Municipal, onde deve ser instalada uma escola de gastronomia.

Quando foi desocupado em 2004, o São Vito tinha 477 moradores, que receberam indenizações de R$ 4.000 a R$ 8.000. E os inquilinos passaram a receber o bolsa-aluguel da prefeitura.

A previsão é que a demolição do São Vito e de prédios vizinhos seja concluída em março. Na planta original, o edifício de 27 andares, aberto em 1959, tinha 624 apartamentos --24 por andar-- com área de 28 a 30 m2.

Eduardo Knapp/Folhapress
Prédio São Vito, no centro de SP, realiza lento processo de demolição. Trabalhos devem terminar em março
Prédio São Vito, no centro de SP, realiza lento processo de demolição. Trabalhos devem terminar em março

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LINHA DO TEMPO

2003
A então prefeita Marta Suplicy (PT) anuncia o projeto de reforma do São Vito

2004
Cerca de 3.000 moradores do São Vito deixam o prédio com a promessa de que ele seria reformado

2006
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) diz que quer derrubar os edifícios e revitalizar o Parque D. Pedro 2º

2008
O Mercúrio começa a ser desapropriado e é aberta a licitação para a demolição dos prédios. Uma demolidora consegue liminar que suspende a concorrência por irregularidades

Primeiro semestre de 2010
A prefeitura abandona a licitação e a empresa Fremix, já contratada para outros serviços em SP, é acionada para derrubar os imóveis do entorno e os prédios

Junho de 2010
São demolidas 22 construções no quadrilátero formado pelas avenidas do Estado e Mercúrio e pelas ruas Carlos Garcia e Luís de Camões

Julho de 2010
A defensoria pública consegue uma liminar (decisão provisória) que impede a demolição dos edifícios. A prefeitura recorre e a obra é liberada

Agosto de 2010
Moradores de rua invadem os edifícios São Vito e Mercúrio

Setembro de 2010
São Vito e Mercúrio começam a ser demolidos

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Editoria de Arte/Folha Imagem
 

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