Clubes estudam não firmar acordo da CBF por placas do Brasileiro

Concorrência organizada pela confederação teve resultado antecipado pela Folha

Rogério Caboclo, presidente eleito da CBF para a gestão 2019 a 2023
Rogério Caboclo, presidente eleito da CBF para a gestão 2019 a 2023 - Leandro Lopes/Folhapress
Diego Garcia Sérgio Rangel
São Paulo e Rio de Janeiro

Quatro clubes dos 18 anunciados como parte do acordo com a Sport Promotion pela exploração por cinco anos das placas de publicidade do Campeonato Brasileiro estudam não assinar o contrato. A venda dos direitos foi acertada após concorrência organizada pela CBF

Nesta quinta (14), a Folha revelou que o vencedor da concorrência já era conhecido antes da entrega das propostas. Segundo a CBF, 19 empresas apresentaram interesse no direito de explorar as placas de propaganda dos jogos do Brasileiro.

A Sport Promotion disse que adquiriu os direitos de comercialização da publicidade estática do Campeonato Brasileiro da Série A de 2019 a 2023, participando de uma concorrência promovida pela E/Y e aprovada pelos clubes participantes da temporada 2019.

Entre os clubes que estudam não assinar o acordo está o Grêmio. 

“Comunicamos na reunião de clubes, inclusive, e avisamos a CBF que estudamos essa situação [não assinar o acordo]. Nós estamos examinando negócios melhores e achamos que podemos buscar algo melhor”, afirmou Romildo Bolzan Júnior, presidente do Grêmio.  

Já o Athletico-PR confirmou à Folha que não vai assinar o acordo.

A reclamação dos clubes é quanto ao valor do negócio. Times que conversaram com a reportagem dizem que a operação é entre R$ 50 milhões e R$ 60 milhões por ano de vínculo, em valor que seria dividido entre as equipes.

A quantia é bem inferior à acertada pela Sport Promotion com Corinthians e Flamengo no ano passado. A dupla vai levar R$ 12 milhões anuais cada pelo vínculo com a empresa, por dois anos de acordo.

Até o presente momento, a Sport Promotion afirmou não ter conhecimento, oficialmente, de que haja clubes que não aceitarão o que foi aprovado pela coletividade dos próprios clubes. Caso haja desistências, o contrato prevê descontos nos valores a serem pagos, diz a empresa.

Pelo novo acordo acertado na concorrência da CBF, as demais 18 equipes ficariam com cerca de R$ 3 milhões, caso a quantia prometida fosse dividida igualmente.

A Folha apurou que mais dois clubes também avisaram à CBF que estudam ficar fora do acordo, já anunciado como certo pela confederação.

Nesta quinta, as equipes estão definidas para discutir o contrato pelos direitos internacionais do Brasileiro - a Sport Promotion é novamente finalista, concorrendo com a americana Prudent.​

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