Descrição de chapéu Copa América

Por apoio a técnico, Messi quer jogar disputa de terceiro lugar

Após derrota para Brasil, Argentina encontra Chile às 16h, no Itaquerão

Rio de Janeiro

O técnico Lionel Scaloni alega buscar a formação de uma equipe. Mas por trás disso, está o pedido dos próprios jogadores. Lideradas por Lionel Messi, as principais peças da equipe argentina pediram para jogar neste sábado (6), às 16 horas, no Itaquerão, contra o Chile, pela disputa do terceiro lugar da Copa América.

É um recado de apoio a Scaloni e endereçado à AFA (Associação de Futebol Argentino). Os atletas gostam do técnico e não achariam uma má ideia se ele continuar no cargo. Está confirmado, por enquanto, até dezembro, quando acaba seu contrato.

“Estou bem e cômodo na seleção, mas não posso opinar além do meu contrato, que é até dezembro. Agora sou outro treinador [em relação a antes do início da Copa América], mas não sei tudo. Estes jogadores são o futuro da seleção, quem quer que seja o treinador”, disse ele.

Lionel Messi e Lionel Scaloni durante treino da Argentina
Lionel Messi e Lionel Scaloni durante treino da Argentina - Juan MABROMATA-5.jun.19/AFP

Scaloni também pediu que a imprensa pare de usar a palavra “históricos” para designar os integrantes mais antigos do elenco. O termo, na verdade, é usado para chamar os nomes mais próximos a Lionel Messi. O que no ano passado, durante a Copa do Mundo, também era conhecida como “a mesa chica de Messi”. O grupo dos amigos do camisa 10.

Ficar até dezembro significa que Scaloni vai dirigir a Argentina em mais seis amistosos depois da Copa América. Terá tempo para convencer que merece ficar. Ele não esconde o desejo. Mas o presidente da AFA, Claudio Tapia, também ganha margem de manobra para convencer Marcelo Gallardo, do River Plate, o preferido dos torcedores, a aceitar o cargo.

A ideia de escalar força máxima contra o Chile é manter a boa impressão deixada apesar da derrota contra o Brasil. Foi o melhor jogo da Argentina no torneio continental. A cartolagem do país ainda está em guerra com a Conmebol e a organização da Copa América pelo não uso do VAR em dois lances que seriam pênaltis para a equipe no Mineirão.

“Quanto mais passa o tempo, mais nos damos conta de que nos tiraram algo. Estamos muito doídos. De alguma maneira temos de virar a página e pensar no que vem, mas nos sentimos muito doídos e prejudicados”, completou Scaloni.

A AFA já enviou duas cartas se queixando do jogo diante dos brasileiros. A primeira à Conmebol e outra para empresa que cuida do sistema do VAR usado na Copa América.

As polêmicas contra o Brasil e o bom futebol mostrado pela seleção deram gás para Scaloni. Até então, a Argentina tinha um desempenho indigente no torneio. Mas o estilo comedido, discreto e sem criar atritos, agradou aos atletas. Especialmente se contrastado com os bastidores da Copa do Mundo do ano passado, quando a concentração em Bronnitsi, nos arredores de Moscou se tornou, para usar uma expressão usada no futebol argentino, um cabaré.

As duas mudanças que Scaloni será obrigado a fazer são as saídas de Acuña e Lautaro Martínez. Os dois estão suspensos. A entrada de Lo Celso no meio-campo parece certa. Se quiser seguir com o que fez durante a competição até agora, o treinador deverá colocar Di María no trio ofensivo ao lado de Messi e Aguero. Mas também existe a possibilidade da entrada da Dybala.

O discurso é de vitória, apesar da eliminação na semifinal, também porque ele alega que o processo de renovação da equipe tem funcionado. Jogadores como Martínez, De Paul, Lo Celso e Paredes entraram no decorrer da Copa América e se firmaram. Um bom resultado neste sábado, por mais que o terceiro lugar valha muito pouco, seria mais um argumento a seu favor.

Será o terceiro encontro entre Argentina e Chile três edições da Copa América. Em 2015 e 2016, as seleções decidiram o título. Os chilenos ganharam ambas nos pênaltis.

Se levadas em consideração as diferenças fora de campo, o Chile é mais rival para a Argentina do que o Brasil. Um dos fatores sempre lembrados quando os times vão se enfrentar, especialmente pelo lado argentino, é que o país vizinho cedeu bases para serem usadas pelos ingleses durante a Guerra das Malvinas, entre abril e junho de 1982.

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