Descrição de chapéu Todo mundo lê junto

'Operilda' mostra que música erudita é para todo mundo ouvir

Peça sobre história dos clássicos brasileiros estreia online na sexta (16)

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São Paulo

Na terra onde morava, um lugar chamado Belo Canto, a bruxinha Operilda tinha uma orquestra inteirinha só para ela, mas acabou perdendo este tesouro. Vendo sua sobrinha triste, a Tia Opereta prometeu dar a ela uma orquestra nova, mas com uma condição: Operilda precisa agora contar a história da música erudita brasileira para crianças, em uma peça de teatro.

Mas, espera, “eru” o quê? “Erudita”. É um tipo de música que se baseia em tradições muito antigas e importantes. E, falando assim, pode parecer que a missão de Operilda é impossível, mas é só lembrar que a música erudita é mais comum do que se pensa, e tudo já melhora.

“No meu tempo, eu assistia o ‘Pernalonga’, o ‘Pica Pau’, 'Tom e Jerry’ e ‘Fantasia’, com Mickey Mouse, sempre ouvindo música clássica. A música erudita é muito interessante e toda criança já se divertiu com ela em desenhos animados e filmes”, explica Regina Galdino, diretora geral da peça “Operilda na Orquestra Amazônica Online”.

Cena do espetáculo Operilda
Cena do espetáculo "Operilda", que estreia online nesta sexta (16) - João Caldas/Divulgação

O espetáculo que conta a história de Operilda estreia na internet nesta sexta (16), às 9h30. Nele, a personagem ganha a ajuda de seis músicos que tocam seus instrumentos ao vivo no palco —é uma camerata, um grupo pequeno de instrumentistas especializados em música erudita.

“Uma orquestra é como uma grande caixa de brinquedos ou parque de diversões, onde os brinquedos são os músicos e seus instrumentos. Cada brinquedo dessa orquestra brinca com todos os outros", explica Miguel Briamonte, diretor musical da peça.

“Em geral, a escolha do tamanho da orquestra é do compositor, mas acontece muitas vezes de um maestro adaptar a orquestra às necessidades do concerto.”

A diretora Regina diz ter certeza de que, ao assistir “Operilda”, todo mundo vai adorar ouvir o trombone, o contrabaixo, a clarineta, a flauta, o piano, o violino e a percussão. Para ela, será “uma viagem sonora bem gostosa”.

“Não tem nada complicado. Tudo que é bom a criança ouve sem nenhum preconceito. Conhecer Villa-Lobos, para a criança ou para o adulto, é igualmente inesquecível”, acredita Regina.

O Villa-Lobos de quem ela fala é Heitor Villa-Lobos, um compositor erudito brasileiro que escreveu mais de 2 mil obras até sua morte, em 1959. Ele é um dos que compõem o repertório de “Operilda”, que traz também músicas de Carlos Gomes, Camargo Guarnieri, Chiquinha Gonzaga e Tom Jobim.

“Operilda é alegre, curiosa, agitada, divertida, mas também é poética e apaixonada por música, principalmente por música brasileira. Um de seus sonhos é conhecer Villa-Lobos”, adianta Andréa Bassit, que interpreta a personagem Operilda.

Em sua missão (que agora se sabe que não é impossível), ela vai contar com a ajuda de um livro mágico chamado Livrildo. “Nas horas de desespero, é ele quem vai socorrer Operilda sugerindo uma música, corrigindo o nome de um compositor quando ela erra etc.”, explica a diretora Regina.

No elenco da peça, estão também Elaine Giacomelli (piano), Willians Marques (percussão), Clara Bastos (contrabaixo), Paula Souza Lima (violino), Joca Araújo (clarinete e flauta) e Evandro Bezerra (trombone).


OPERILDA NA ORQUESTRA AMAZÔNICA ONLINE

Direção geral: Regina Galdino. Direção musical: Miguel Briamonte. Com Andréa Bassitt, Elaine Giacomelli, Willians Marques e outros. De 16 a 25 de abril. Sex. às 9h30, sáb. e dom. às 16h. Bate-papo com o elenco sempre após cada sessão. Nos canais do projeto no Facebook (www.facebook.com/Operilda) e no Youtube (www.youtube.com/channel/UCulhUNwRHX6ItdjQ28_5-rw). Grátis.

TODO MUNDO LÊ JUNTO

Texto com este selo é indicado para ser lido por responsáveis e educadores com a criança

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