Tapete vermelho do Oscar mostra brilho lavado das atrizes e ousadia dos atores

Fendas nas pernas e tomara que caia ainda estão em voga, mas cores ficaram menos vibrantes

Pedro Diniz
Milão

​O tapete vermelho do Oscar é um desafio para atores e atrizes. Ainda que Hollywood esteja menos preocupada com o guarda-roupa, já que o noticiário se voltou para a falta de diversidade étnica do prêmio e o ninho de abusadores que a indústria abriga, roupas ainda são motivo de preocupação de quem precisa sair bem na foto.

Esta edição mostrou como as cores lavadas são apostas seguras para os flashes, já que nem contrastam com o vermelho do tapete nem passam completamente despercebidas. 

O longo lilás de Emilia Clarke e os modelos verde-água de Cate Blanchett e Yalitza Aparicio, indicada a melhor atriz por “Roma”, não estarão na lista dos melhores, mas tampouco serão escrutinados.

Os róseos, do rosa-choque ao quase imperceptível, como o conjunto bicolor de calça e camisa da atriz Melissa McCarthy, foram apostas de Angela Basset e da cantora Kacey Musgraves, uma das vencedoras do Grammy neste ano.

Belos e comportados, os vestidos não diziam muito, apenas reproduziam que as fendas nas pernas de 2010 e os tomara que caia de sempre ainda estão em voga.

Por isso, quem causou já na primeira hora de tapete vermelho foi Glenn Close, a favorita ao prêmio de melhor atriz. Assim como fez Meryl Streep no Oscar de 2012, quando levou a estatueta para casa, a protagonista de “A Esposa” foi de longo dourado.

Os internautas compararam a atriz à própria estatueta, prenunciando que ela levaria o prêmio para casa.

Numa passarela morna até os primeiros momentos, os homens causaram comoção e mostraram as possibilidades de uso do smoking, que pode ser branco como o de Ben Hardy (“Bohemian Rhapsody”) e combinado a saia longa do estilista Cristian Siriano, usado por Billy Porter, da série “Pose”.

O diretor de “Infiltrado na Klan”, Spike Lee, parece ter combinado com as atrizes da ala rosada do tapete vermelho e foi de smoking roxo berrante.

Parece saudável que após décadas de pressão para virar bela da noite, as mulheres pareçam menos preocupadas com listas mofadas e cedam aos homens o lugar de alvos da patrulha fashion.

Houve espaço, claro, para os bordados de Elie Saab, usados pela atriz Michelle Yeoh, e básico branco.
A cor, que foi moda em todos os tapetes vermelhos desta década, foi adotado pela atriz Regina King, que quase mostrou demais na fenda de seu  longo tomara que caia.

Ao mesmo tempo, as mulheres perceberam como o traje masculino pode livrá-las da temida lista das piores. A atriz Amy Poehler, por exemplo, foi de smoking preto. O broche de diamantes e os anéis quebraram a sobriedade e a pinta masculina da roupa.

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