Descrição de chapéu Livros drogas

Editora Fósforo estreia com obras sobre abolição, drogas psicodélicas e ficção científica

Primeiros trabalhos publicados pela casa incluirão W. E. B. Du Bois, Annie Ernaux e Marcelo Leite, colunista da Folha

São Paulo

A editora Fósforo, gestada durante a pandemia, começa a pôr livros nas estantes em maio, com uma variedade ampla de obras de caráter mais científico e biográfico.

Criada pelos sócios Fernanda Diamant, Rita Mattar e Luis Francisco Carvalho Filho, que é colunista deste jornal, a casa traz na sua leva de estreia uma coletânea de crônicas do jornalista maranhense Raul Astolfo Marques, "O 13 de Maio e Outras Estórias do Pós-Abolição", que apresenta as dinâmicas que se seguiram ao fim da escravidão pela visão de um intelectual negro.

No mesmo mês sai "Psiconautas", do colunista e jornalista de ciência deste jornal Marcelo Leite, que conta a história das pesquisas com drogas psicodélicas desde a sua descoberta, no início do século passado, até o recente renascimento que o campo tem observado no Brasil e no mundo.

Também está no forno "O Lugar", vencedor do prêmio Renaudot e um dos principais livros de Annie Ernaux, nome de proa da literatura francesa contemporânea, ainda inédito no Brasil. A editora define a obra como uma "autossociobiografia" em que a escritora usa a morte do pai para analisar as relações sociais e familiares na França.

Completa essa primeira leva a ficção científica "O Cometa", de W. E. B. Du Bois, intelectual de referência para o movimento negro americano.

No segundo semestre, já estão confirmados a novela "Kentukis", da argentina Samanta Schweblin, o romance "Real Life", do americano Brandon Taylor, e os ensaios de "White Girls", do americano Hilton Als. Segundo a editora Rita Mattar, a ideia é trazer 24 livros às estantes no primeiro ano de funcionamento da casa.

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.