Tênis de Lil Nas X com sangue humano tem venda interrompida pela Justiça

Autoridades americanas proibiram temporariamente a comercialização após ação da Nike

  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

São Paulo

Um juiz federal dos Estados Unidos interrompeu temporariamente as vendas de um tênis criado para acompanhar o lançamento da música "Montero", do rapper Lil Nas X, depois de uma ação movida pela Nike.

Os sapatos, limitados a 666 pares, têm várias referências satânicas e até gotas de sangue humano misturadas na tinta vermelha da sola. Por terem sido criados a partir de um modelo da empresa de produtos esportivos, a Nike decidiu entrar na Justiça contra a sua comercialização.

De acordo com a revista americana Hollywood Reporter, a Nike pediu a interrupção temporária das vendas alegando que a associação de símbolos satânicos pode prejudicar a marca. A ação é dirigida à MSCHF Product Studio, uma empresa de Nova York especializada em produtos especiais com edições limitadas.

Rapper Lil Nas X anuncia lançamento de linha de tênis com gota de sangue humano - Divulgação

A empresa nova-iorquina alega, em sua defesa, que os tênis não são calçados "tradicionais, mas trabalhos de arte individualmente numerados, vendidos a colecionadores por US$ 1.018", ou cerca de R$ 5.800.

Já a Nike diz que, mesmo sendo um objeto artístico, tem evidências de que muitos consumidores já afirmaram que não comprarão novamente produtos da marca por acharem que ela está associada ao satanismo.

A decisão da Justiça, no entanto, deve ter pouco efeito, já que todos os 666 pares, com a exceção de um, já foram enviados a seus compradores —os tênis esgotaram pouco depois de serem anunciados por Lil Nas X. "Não há embasamento para um recall. Eles não estão fazendo isso pelo dinheiro, mas pela mensagem", dizem os advogados da MSCHF.

  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.