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Clube de Leitura Folha de maio discute 'Água Funda', de Ruth Guimarães

Primeiro livro da escritora do interior paulista, o romance permeado pela cultura popular caipira deu projeção à autora

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São Paulo

No dia 25 de maio, o Clube de Leitura Folha se reúne em torno de "Água Funda", de Ruth Guimarães. O livro, de 1946, foi lançado quando Guimarães tinha 26 anos e lhe deu projeção nacional.

O evento acontece virtualmente a partir das 19h e tem como convidados Júnia Guimarães Botelho e Joaquim Maria Guimarães Botelho, filhos da autora e criadores do Instituto Ruth Guimarães, em Cachoeira Paulista, cidade do interior de São Paulo onde a escritora nasceu e, em 2014, morreu.

Ruth Guimarães escreveu romances, contos, poesia, palestras sobre educação, política, cultura, fez crítica literária, escreveu para jornais —publicou crônicas semanais na Folha durante os anos 1960— e era membro da Academia Paulista de Letras.

"Água Funda", seu primeiro livro, se passa no sul de Minas Gerais e acompanha, com um narrador em terceira pessoa onisciente, o casal Joca e Curiango entre o fim do século 19 e começo do 20.

"Ruth Guimarães nos prende porque tem a capacidade de representar a vida por meio da ilusão literária, graças à insinuante voz narrativa que inventou e desperta a credibilidade do leitor, introduzindo-o no mundo dos Olhos D'Água, com a sua história de fazendeiros, empresários, trabalhadores, ao longo das gerações, segundo o ritmo eterno de prosperidade e decadência, alegria e tristeza, guiados pela mão cega de um destino que regula o jogo de todos nós entre o bem e o mal", escreve Antonio Candido no prefácio de edição de 2018, da editora 34.

Realizado virtualmente por causa da pandemia, o Clube de Leitura Folha existe desde agosto de 2017 e reúne, sempre às últimas terças do mês, pessoas que compartilham suas experiências de leitura de obras de ficção.

O encontro acontece via Zoom e para participar basta acessar o link ou a reunião 88923771003.

Em junho, a proposta é fazer um diálogo entre dois livros, “Morra, Amor”, de Ariana Harwicz, e “O Impulso”, de Ashley Audrain.

“A Princesa de Clèves”, romance francês do século 17, de Madame de La Fayette, será o centro do debate de julho. E, no mês seguinte, é a vez do escritor francês contemporâneo Michel Houellebecq, com "O Mapa e o Território".

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