Em reviravolta, Trump anuncia alta de tarifas sobre produtos chineses

Presidente americano havia adiado antes o aumento de tributos, citando negociações produtivas

Washington | Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou de forma enfática a pressão sobre a China, neste domingo, para alcançar um acordo comercial ao anunciar que irá aumentar as tarifas americanas sobre produtos chineses.

Trump havia adiado o aumento de tarifas, citando negociações comerciais produtivas com a China.

O aumento de tributos estava previsto para março, após uma trégua firmada entre os dois países em encontro em Buenos Aires, no ano passado. Desde então, os países vinham dizendo que as negociações estão progredindo.

O anúncio deste domingo lança dúvidas sobre expectativas anteriores de que a China e os EUA estariam se aproximando de um acordo para encerrar a guerra comercial que desacelerou o crescimento global e abalou mercados financeiros.

Trump disse no Twitter que as tarifas subirão para 25% na sexta-feira (10), e que mais produtos chineses enfrentarão tarifas adicionais.

“O acordo comercial com a China continua, mas devagar demais, já que eles tentam renegociar. Não!”, escreveu Trump no Twitter.

As negociações comerciais EUA-China devem ser retomadas nesta semana, com o vice-premiê chinês Liu He viajando a Washington. Isso ocorre após conversas em Pequim em abril, as quais o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, chamou de produtivas.

Na sexta-feira passada, Trump disse que as negociações iam bem.

Na semana passada, fontes da indústria disseram que acreditavam que as negociações estavam na etapa final, e Mnuchin disse que esperava que a equipe negociadora dos EUA logo pudesse recomendar um acordo a Trump ou dizer a ele que um acordo não pode ser alcançado.

O governo americano tem insistido em um mecanismo que garantirá que a China cumpra com suas promessas de comprar mais bens norte-americanos. Autoridades do governo disseram que há expectativa de que ambos os lados incluam novos funcionários para policiar o andamento do acordo.

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