Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

FGTS para construção civil será mantido mesmo com novos saques, diz Bolsonaro

Ministro da Casa Civil também disse que recursos do fundo usados para financiar setor estão garantidos

Brasília | Reuters

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (19) que o percentual de recursos do fundo do FGTS reservados para a construção civil serão preservados à medida que vai liberar novos saques das contas do fundo para trabalhadores.

"Está mantido o mesmo percentual. Os empresários estiveram lá fora com a equipe econômica, eu convidei para vir ao Palácio (do Planalto) e saíram satisfeitos e vai ser mantido", disse ao sair de um evento no Ministério da Cidadania, afirmando ainda que também o programa de saques também será feito.

Jair Bolsonaro durante cerimônia de 200 dias de governo
Jair Bolsonaro durante cerimônia de 200 dias de governo - Evaristo SA/AFP

Mais cedo, durante um café com jornalistas estrangeiros no Planalto, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que os recursos do fundo que são usados para financiar a construção civil estão garantidos.

"Estarão garantidos e protegidos. Nós vamos usar uma outra parte para poder criar uma situação muito mais favorável aos trabalhadores brasileiros", disse o ministro.

O governo tentou encerrar os estudos sobre a nova liberação de saques para anunciar a medida na cerimônia de 200 dias de governo, na quinta-feira (18), mas não conseguiu. De acordo com fontes da equipe econômica, havia duas alternativas sendo estudadas, que poderiam levar à liberação de algo em torno de 30 bilhões de reais.

No entanto, em entrevista ao jornal Valor Econômico, o ministro da Fazenda, Paulo Guedes, afirmou que o saques iriam chegar a 42 bilhões de reais. O valor assustou os empresários da construção civil, que temiam pela garantia do financiamento do setor.

Na quinta-feira, Bolsonaro recebeu dois empresários do setor no Planalto, levados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), fora da agenda oficial, para conversar sobre o tema. Segundo o presidente, o assunto foi apenas a preocupação "natural" do setor com a medida.

"Não teve nada ultrassecreto, depois foi colocado na agenda", disse.

Na atualização de agenda do presidente, enviada aos jornalistas às 19h56, consta apenas o presidente do Senado.

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