Descrição de chapéu Coronavírus

Bolsonaro acusa governadores de causarem desemprego com medidas restritivas

Em entrevista, presidente recusou fazer previsão para o PIB de 2020 e disse que é irresponsabilidade não cumprir o teto de gastos

Brasília

O presidente Jair Bolsonaro acusou neste sábado (21) governos estaduais de quererem aumentar a taxa de desemprego no país ao restringirem a atividade econômica com medidas de precaução contra a pandemia do coronavírus.

Em entrevista à CNN Brasil, ele afirmou que "governadores irresponsáveis" estão proporcionando desemprego. A crítica é uma referência às gestões de João Doria (São Paulo) e de Wilson Witzel (Rio de Janeiro) que decretaram o fechamento de serviços não essenciais.

"No momento, a minha grande preocupação é com a vida das pessoas, bem como com o desemprego que é proporcionado por esses governadores irresponsáveis", afirmou.

Nos últimos dias, Bolsonaro tem disputado com Doria e Witzel o protagonismo no enfrentamento da crise de saúde. Enquanto o presidente defende que a atividade econômica não seja interrompida, os dois governadores anunciaram medidas de restrição.

Neste sábado (21), por exemplo, Doria decretou um estado de quarentena de 15 dias em São Paulo, com o fechamento obrigatório de comércios, bares e restaurantes.

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro - Lucio Tavora/Xinhua

Na entrevista, Bolsonaro se recusou a fazer previsões sobre o PIB (Produto Interno Bruto) deste ano. Para ele, o cálculo só pode ser feito após o arrefecimento do contágio da doença.

Diante da crise de saúde, o Ministério da Economia cortou, na sexta-feira (20), a projeção oficial para o crescimento do PIB em 2020 de 2,10% para 0,02%.

"Alguns acham até que haverá um crescimento negativo no Brasil. Vamos esperar. Faltam poucos meses para nós atingirmos o pico dessa contaminação ou até mesmo a cura dessa doença. Só dai podemos falar em economia", disse o presidente.

Bolsonaro disse ainda que seria uma irresponsabilidade descumprir o teto de gastos públicos mesmo diante de uma situação de calamidade pública.

"Eu acredito que é irresponsabilidade você furar o teto. Nós temos de ter um limite, porque não tínhamos no passado e o Brasil chegou a meados do ano passado com uma divida interna de de aproximadamente R$ 4 trilhões", disse.

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