Reunião de montadoras define futuro do Salão do Automóvel de SP

Evento deve ser adiado para 2021, mas há problemas de agenda

São Paulo

O futuro do Salão do Automóvel de São Paulo será decidido nesta quinta-feira (5). As 26 empresas que compõem a Anfavea (associação das montadoras instaladas no Brasil) se reúnem para avaliar os impactos de um provável adiamento para 2021.

A principal mostra do setor automotivo na América Latina, até então prevista para novembro, está ameaçada desde que grandes fabricantes desistiram de expor seus carros. Chevrolet, Toyota, Hyundai, PSA Peugeot Citroën, BMW e Kia estão entre as ausentes.

Representantes das empresas acreditam que o evento será mesmo adiado para 2021, mas há problemas com o calendário.

O Salão do Automóvel é tradicionalmente realizado em um período que abrange o feriado de 15 de novembro, É a mesma época em que ocorre o Grande Prêmio de Fórmula 1 no autódromo de Interlagos (zona sul). A junção dos eventos movimenta o turismo em São Paulo.

A mostra ocorre a cada dois anos e deveria se alternar com o Salão de Buenos Aires. Porém, devido à crise, a feira argentina de 2019 foi cancelada.

As duas últimas edições do evento brasileiro (2016 e 2018) tiveram média de 750 mil visitantes. A edição 2020 está agendada para o período de 12 a 22 de novembro, no pavilhão São Paulo Expo (zona sul).

Propostas de novas datas serão apresentadas à empresa Reed Alcântara Machado, que organiza o salão. As montadoras também irão discutir os custos.

O alto investimento para participar da feira tem sido criticado pelas fabricantes. Um estande no pavilhão principal pode custar entre R$ 4 milhões e R$ 20 milhões.

O Salão do Automóvel de São Paulo foi realizado pela primeira vez em 1960. Desde então, tem sido uma mistura de exposição de carros, palanque para discursos de presidentes e canal para apresentação de políticas de incentivo à indústria automotiva.

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