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Equipe do Google pede afastamento de executiva após demissão de cientista de IA

Timnit Gebru saiu da companhia após enviar email a colegas manifestando frustração com a política de diversidade

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Jeffrey Dastin e Paresh Dave
Oakland (Califórnia) | Reuters

A equipe de pesquisa Ethical AI, do Google, dedicada ao campo de ética e inteligência artificial, solicitou que a empresa afaste uma vice-presidente e se comprometa com uma maior liberdade acadêmica, intensificando um confronto com a administração da companhia após a demissão da cientista Timnit Gebru neste mês.

Os funcionários pediram, na quarta-feira (16), que a vice-presidente Megan Kacholia seja retirada da gestão da equipe depois de ela supostamente excluir o chefe de Gebru da decisão de demiti-la, de acordo com um documento interno visto pela Reuters.

Timnit Gebru, que deu importantes contribuições ao campo de ética e inteligência artificial; ela foi demitida do Google neste mês
Timnit Gebru, que deu importantes contribuições ao campo de ética e inteligência artificial; ela foi demitida do Google neste mês - NYT

Gebru foi demitida após questionar a exigência do Google para que ela removesse um artigo descrevendo os danos causados por tecnologia semelhante à da companhia, e a gigante de tecnologia respondeu dizendo que aceitava sua renúncia.

No início do mês, a cientista, que é negra, afirmou no Twitter que foi demitida após enviar um email a colegas manifestando frustração com a política de diversidade de gênero na unidade de IA do Google.

Ela também questionou se os chefes da empresa revisavam seu trabalho com mais rigor do que o de pessoas de outras origens.

O documento desta quarta também exigia uma explicação sobre a demissão, transparência nas revisões dos artigos dos funcionários e uma investigação sobre como o Google lida com as reclamações dos empregados a respeito das condições de trabalho, como as levantadas por Gebru enquanto estava na empresa.

Gebru se destacou como cofundadora da organização sem fins lucrativos Black in AI (Negros em Inteligência Artificial), que visa aumentar a representação de negros nesse campo de estudos, e como coautora de um artigo marcante sobre o viés racial na tecnologia de reconhecimento facial.

Ela foi um das líderes da equipe Ethical AI, que o documento dizia ser essencial para informar o público sobre os impactos dos sistemas de inteligência artificial, mesmo quando isso significasse uma crítica construtiva ao Google.

O Google e Kacholia ainda não se posicionaram sobre o assunto. Não ficou claro quantas pessoas assinaram o documento, que seguiu uma petição anterior por liberdade acadêmica reunindo assinaturas de mais de 2.600 funcionários da empresa.




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