Descrição de chapéu Financial Times apple

Lucro da Apple dobra no primeiro trimestre após vendas de iPhones dispararem

Maior empresa do mundo disse que as receitas subiram 54,% para US$ 89,6 bilhões

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Patrick McGee
San Francisco | Financial Times

A Apple divulgou um crescimento de dois dígitos no primeiro trimestre de 2021 em todos os seus negócios, liderado pelas vendas de iPhones, que aumentaram dois terços em relação a um ano atrás.

A maior empresa do mundo disse que as receitas subiram 54% no último trimestre fiscal para US$ 89,6 bilhões (cerca de R$ 480 bilhões), superando em muito as previsões já elevadas de US$ 77 bilhões. Os lucros líquidos subiram 110%, chegando a US$ 23,6 bilhões (cerca de R$ 126 bilhões).

As vendas totais de iPhones aumentaram 66%, arrecadando US$ 47,9 bilhões (R$ 255 bilhões) —ou 54% de todas as receitas—, enquanto consumidores do mundo todo atualizaram seus aparelhos para a primeira linhagem de iPhones com capacidade 5G.

Presidente-executivo da Apple, Tim Cook apresenta o novo iPhone 11 em evento na sede da empresa, em Cupertino, Califórnia - Stephen Lam - 10.set.2019/Reuters/File Photo

Luca Maestri, diretor financeiro da Apple, disse ao Financial Times que cada região cresceu pelo menos 35%, lideradas por um ganho de 94% na Ásia-Pacífico, para US$ 7,5 bilhões (R$ 40 bilhões). Nas Américas, sua principal região, as receitas cresceram 35%, para US$ 34,3 bilhões (R$ 183 bilhões).

O faturamento na China subiu 87%, para US$ 17,7 bilhões (cerca de R$ 94,5 bilhões), pois iPhones de diferentes modelos foram os dois smartphones mais vendidos no país.

"Lembre-se que um ano atrás a China era a região mais prejudicada pela Covid porque entrou em lockdown antes de todo mundo", disse Maestri.

Tim Cook, o executivo-chefe da Apple, disse que os resultados refletem "o modo constante como nossos produtos ajudaram nossos usuários a enfrentar este momento em suas vidas". Ele acrescentou: "A Apple está num período de inovação abrangente em todas as nossas linhas de produtos".

As vendas do Mac cresceram 70%, para US$ 9,1 bilhões (R$ 48,59 bilhões), e as do iPad aumentaram 79%, para US$ 7,8 bilhões (R$ 41,65 bilhões). Maestri disse que os últimos três trimestres foram os maiores para o Mac, produto que já tem três décadas, graças em grande parte à tendência de trabalhar em casa.

Os negócios de usáveis da Apple, que incluem fones de ouvido AirPod, relógios e acessórios, cresceram 25%, para US$ 7,8 bilhões (R$ 41,65 bilhões). Isso fez desta a mais lenta das cinco categorias, mas marcou um recorde para seu trimestre de março.

Maestri disse que a divisão de serviços, que inclui receitas e licenciamento da App Store, também bateu recordes graças a 660 milhões de assinaturas pagas, alta de 40 milhões sobre o trimestre anterior. Sua receita foi de US$ 16,9 bilhões (R$ 90,2 bilhões), alta de 27%, chegando a 10 pontos percentuais acima das previsões.

Com o dinheiro se acumulando nos balanços, a Apple anunciou um programa de recompra de ações de US$ 90 bilhões (R$ 480 bilhões).

Tradução de Luiz Roberto M. Gonçalves

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