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Bônus a servidores do INSS deve voltar a ser pago neste mês, diz Lupi

Pagamento do valor para acelerar análises deveria ter sido retomado em janeiro; critérios estão sendo revistos pelo ministério

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Brasília

O bônus a servidores para acelerar perícias e reduzir filas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) deve voltar a ser pago neste mês, afirmou nesta quarta-feira (12) o ministro Carlos Lupi (Previdência).

Lupi se reuniu com a ministra Simone Tebet (Planejamento) na tarde desta quarta. Ao final do encontro, o ministro disse que um dos temas tratados foram os valores pagos por análises extras. "Minha expectativa é que [o bônus] ainda saia este mês", afirmou. O adicional deixou de ser pago em dezembro.

O ministro afirmou que os critérios para pagamento do bônus estão sendo revistos. "Nós já estamos trabalhando nele [no bônus] há algum tempo, estava muito malfeito. Você tinha alguns funcionários chegando a ganhar R$ 10 mil de bônus, e a grande esmagadora maioria, 70%, 80% ganhando R$ 2.000, R$ 2.500", criticou.

Ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT)
Ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), se encontra com representantes dos aposentados do INSS na capital paulista - Danilo Verpa/Folhapress

Na avaliação dele, um grande volume de recursos está sendo concentrado num núcleo muito pequeno. "Nós estamos democratizando isso. Estamos vendo novos métodos que beneficiam aqueles que produzem mais, sem a cultura do não, sem desenvolver a cultura de negação, desenvolvendo a cultura do que é justo", acrescentou.

Lupi afirmou que o processo de revisão está em fase de conclusão. "Não pode ter uma minoria ganhando muito e uma maioria ganhando pouco. É equilibrar esse processo."

O ministro falou ainda sobre a queda da taxa de juros do consignado, tema que gerou uma crise no governo em março após um ruído de comunicação —duas semanas após reduzir para 1,7% ao mês, o CNPS (Conselho Nacional da Previdência Social) decidiu elevar o limite para 1,97% ao mês.

"Já já vou mostrar as taxas para vocês e te garanto que elas estão ficando bem abaixo do que foi limitado como teto. Eu acho que só discutir esse assunto já levou luz. Quando você ilumina um caminho, você enxerga melhor", afirmou.

"Nós temos um acompanhamento através dos dados que o próprio Banco Central tem quase que diário. Como a gente fixou a taxa de 1,97% como taxa máxima, e era 2,17%, isso já significou uma queda. Não como eu gostaria, mas uma queda", acrescentou. "E a gente está verificando que todas as taxas praticadas estão ficando abaixo de 1,97%, o que também é positivo. Tem muita gordura para queimar nesse processo aí."

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