Descrição de chapéu Governo Trump

Trump é recebido com protesto em visita a sinagoga alvo de ataque

Presidente foi a Pittsburgh, onde 11 pessoas foram mortas por um atirador no sábado (27)

Manifestantes participam de protesto em Pittsburgh contra a visita do presidente Donald Trump
Manifestantes participam de protesto em Pittsburgh contra a visita do presidente Donald Trump - Matt Rourke/Associated Press
Pittsburgh (EUA) | Reuters e AFP

O presidente americano Donald Trump visitou nesta terça-feira (30) a sinagoga onde 11 pessoas foram mortas por um atirador no último sábado (27) em Pittsburgh, onde foi recebido com protestos.

Cerca de 2.000 pessoas participaram do ato, carregando cartazes com frases como “as palavras têm significado” e “construímos pontes, não muros”.

Alguns familiares das vítimas tinham pedido que o presidente não visitasse a cidade nesta terça, quando começaram os funerais dos mortos. O governador da Pensilvânia e o prefeito de Pittsburgh, ambos democratas, se recusaram a acompanhar Trump.

Os manifestantes acusam o republicano de ter estimulado um clima agressivo no país com suas declarações contra adversários políticos, imigrantes, minorias e jornalistas, indiretamente estimulando ataques como o que aconteceu no sábado.

Acompanhada por Donald Trump e pelo rabino Jeffrey Myers, a primeira-dama Melania coloca flores no memorial para as vítimas
Acompanhada por Donald Trump e pelo rabino Jeffrey Myers, a primeira-dama Melania coloca flores no memorial para as vítimas - Andrew Harnik/Associated Press

Milhares de pessoas também compareceram ao funeral dos irmãos Cecil, 59, e David Rosenthal, 54, que estavam entre vítimas do ataque, no templo de Rodef Shalom, em outro ponto da cidade.

Robert Bowers, 46, abriu fogo dentro da sinagoga Tree of life (árvore da Vida), deixando 11 mortos e seis pessoas feridas no sábado. Com histórico de manifestação de ódio contra judeus, ele foi detido por policiais após o massacre e pode ser condenado à pena de morte.

Acompanhado da primeira-dama Melania, da filha Ivanka e do genro Jared Kushner (que é judeu), Trump visitou a sinagoga onde ocorreu o ataque e se encontrou com o rabino do local, Jeffrey Myers.

O presidente passou cerca de 20 minutos no local antes de sair e depositar flores em um memorial para as vítimas do lado de fora.

Myers disse à rede de TV CNN que "o presidente dos Estados Unidos é sempre bem-vindo". Mas a ex-titular do local, Lynette Lederman, disse ao presidente na segunda-feira (29) que ele deveria se manter longe, descrevendo-o como um "provedor de discursos de ódio".

Um grupo de líderes judeus em Pittsburgh publicou uma carta aberta culpando Trump de incentivar sentimentos nacionalistas que levaram ao ataque. O texto também aponta que, enquanto ele atacar "os imigrantes e refugiados", não será bem-vindo na cidade.

Apesar disso, Trump decidiu realizar a visita nesta terça, uma semana antes da eleição legislativa que pode tirar da mão dos republicanos o controle do Senado e da Câmara.

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