Descrição de chapéu Venezuela

PIB da Venezuela sofrerá queda de 25% em 2019, prevê Banco Mundial

Organismo atribui problemas econômicos à má gestão do regime Nicolás Maduro

Washington | AFP

A economia da Venezuela vai sofrer uma contração de 25% em 2019, segundo previsão divulgada nesta quinta-feira (4) pelo Banco Mundial, que calculou em 60% a queda acumulada do PIB venezuelano nos últimos seis anos. 

“O PIB real se contraiu 18,7% em 2018 e é provável que caia 25% em 2019, o que implicaria em uma queda acumulada do PIB de 60% desde 2013”, afirmou o Banco Mundial em seu último informe semestral sobre América Latina e Caribe. 

Segundo o órgão, a “implosão” da Venezuela, país produtor de petróleo, deve-se em primeiro lugar ao manejo da economia, e não tanto pela queda dos preços internacionais dessa commodity.

Moradores da favela do Petare, em Caracas, fazem fila para coletar água - Federico Parra - 1º.abr.19/AFP

“Políticas altamente distorcidas —desde os controles de preços até empréstimos dirigidos—, um ajuste fiscal desordenado, a monetização da dívida do setor público e uma má gestão econômica em geral causaram hiperinflação, desvalorização, inadimplência e uma contração maciça do produto e do consumo”, diz o informe. 

O banco reiterou a estimativa de inflação de 10.000.000% até o fim de 2019, antecipada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). 

Desde janeiro, a autoridade do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, está sendo desafiada pelo líder oposicionista Juan Guaidó, que se declarou presidente interino do país e foi reconhecido como tal por mais de 50 países. 

Carlos Vegh, economista-chefe do Banco Mundial para América Latina e Caribe, destacou “o trágico colapso do crescimento” no país caribenho, cujas “condições socioeconômicas continuam se deteriorando rapidamente”.

“A fome e as doenças afligem todo o país”, diz o relatório, que coloca em 90% o índice de pobreza, segundo dados não oficiais. 

“O crime e a violência também aumentaram substancialmente, e a Venezuela se tornou o país com a maior taxa de homicídios da região: 89 casos para cada 100 mil habitantes, taxa quase três vezes superior à de países em guerra”, acrescentou. 

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