Descrição de chapéu Governo Trump

Imagens mostram condições precárias de abrigos para imigrantes nos EUA

Relatório do governo descreve superlotação e falta de chuveiros e refeições adequadas

São Paulo

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos divulgou nesta terça (2) imagens de centros de detenção para imigrantes com cenas de superlotação e condições precárias.

As fotos foram feitas no início de junho durante uma visita de oficiais a cinco abrigos da Patrulha de Fronteira no vale do rio Grande, no Texas. Nelas, imigrantes aparecem amontoados e cercados por grades que lembram jaulas; outros se espremem em cômodos sem janelas onde não há espaço para todos se deitarem ao mesmo tempo.

Investigadores do Departamento de Segurança Interna afirmaram no relatório divulgado nesta terça que as crianças mantidas nos centros não tinham acesso a chuveiros e dormiam no chão de concreto —duas das instalações visitadas não forneciam refeições quentes aos menores de idade.

Os abrigos foram planejados para alojar imigrantes por até 72 horas, mas contavam com detidos que já estavam há mais de um mês sob a custódia do governo americano. Em uma das fotos, um homem segura uma placa com a mensagem: "Socorro. 40 dias aqui". 

No relatório publicado pelo departamento, a situação nos centros de detenção é descrita como uma bomba-relógio. 

Segundo o documento, "a maioria dos adultos solteiros não tomou banho sob a custódia da patrulha de fronteira apesar de vários deles estarem nos centros há mais de um mês".

​Nas últimas semanas, relatos de condições insalubres nos abrigos onde imigrantes que entram nos EUA ilegalmente são mantidos têm comovido o país.

No fim de junho,​ organizações de direitos humanos denunciarem abusos em um abrigo em Clint, também no Texas. Segundo as entidades, havia crianças de oito anos de idade tomando conta de bebês no local. Representantes das ONGs também disseram ter sido informados de que não havia fraldas para as crianças pequenas.

Na segunda (1º), um grupo de congressistas americanos visitou centros de detenção do lado americano da divisa com o México e afirmaram que os detidos sofrem abusos psicológicos dos agentes de fronteira e vivem em condições horríveis.

No mesmo dia, o site americano ProPublica publicou reportagem que mostra como agentes da patrulha de fronteira dos Estados Unidos fizeram piadas sobre a morte de imigrantes e postaram mensagens sexistas em um grupo secreto no Facebook sobre a visita dos legisladores aos centros de detenção. 

O presidente Donald Trump fez do combate à imigração ilegal uma das prioridades de seu governo e viu um aumento no número de detenções na fronteira —foram 132 mil em maio, maior número em mais de uma década.

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