Autópsia confirma que bilionário americano se suicidou na prisão

Jeffrey Epstein, encontrado morto no último sábado (10), estava preso acusado de abuso de menores

São Paulo e Nova York | Reuters

A autópsia feita no corpo do bilionário Jeffrey Epstein, encontrado morto no último sábado (10) numa cela de um presídio de Nova York, confirmou que ele se suicidou, colocando fim às especulações sobre o que ocorreu com o americano. 

Epstein, 66, estava em uma prisão federal em Manhattan desde julho sob acusação de abuso de menores. Seu corpo foi encontrado pelos guardas que faziam a segurança do local. 

Com cartazes com o rosto de Jeffrey Epstein, manifestantes protestam contra ele em frente a tribunal em Nova York
Com cartazes com o rosto de Jeffrey Epstein, manifestantes protestam contra ele em frente a tribunal em Nova York - Stephanie Keith - 8.jul.19/Getty Images/AFP

Após sua morte, usuários sugeriram nas redes sociais que ele teria sido assassinado.  

Isso aconteceu porque as primeiras informações da autópsia divulgadas na imprensa americana apontavam que a lesão no pescoço do bilionário era comum em casos de estrangulamento. No relatório final, porém, essa hipótese foi descartada e foi confirmado que ele se enforcou.  

Segundo a ata de acusação contra ele, Epstein teria levado menores de idade, algumas delas com apenas 14 anos, para suas residências em Manhattan e em Palm Beach, na Flórida, entre 2002 e 2005, “para participar de atos sexuais com ele, depois dos quais lhes dava centenas de dólares em dinheiro”.

“Também pagava algumas de suas vítimas para recrutarem mais meninas para serem abusadas”, apontou a acusação.

Epstein negava as acusações, mas um juiz federal rejeitou o pedido de liberdade condicional feito por sua defesa. Os advogados do bilionário propuseram que ele ficasse isolado em sua casa em Manhattan com um tornozeleira ou bracelete eletrônico, além de câmeras de vídeo que registrariam seus movimentos.

A Justiça avaliou, porém, que Epstein representava um risco para a sociedade e que ele poderia tentar fugir, já que tinha os meios para isso.

Em 23 de julho, o bilionário já havia sido encontrado inconsciente e em posição fetal em sua cela. As autoridades trataram o incidente como uma tentativa de suicídio.

O jornal The New York Times afirmou que, segundo uma pessoa familiarizada com o caso, Epstein ficou sob vigilância como potencial suicida depois desse episódio e passou por uma avaliação psiquiátrica. No dia 29, deixou o regime de vigilância e foi colocado em uma área especial com segurança reforçada. 

A falta de vigilância no momento de sua morte gerou críticas à direção do presídio, que foi demitida.

O secretário de Justiça do governo de Donald Trump, William Barr, disse em um comunicado que ficou "horrorizado" ao saber da notícia e que o seu departamento abriu uma investigação sobre as circunstâncias em torno da morte.

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