Polícia francesa usa gás lacrimogêneo contra manifestantes anti-G7

Ativistas se unem a separatistas bascos e 'coletes amarelos'; 13 mil policiais são enviados ao local

Bayonne (França) | Reuters e AFP

A polícia francesa usou canhões de água e gás lacrimogêneo neste sábado (24) contra manifestantes anticapitalistas em Bayonne, nas proximidades do local onde o presidente Emmanuel Macron e os aliados do G7 se reúnem.

Um helicóptero da polícia circulou enquanto dezenas de manifestantes, alguns atirando pedras, gritavam palavras de ordem diante dos agentes de segurança, no centro histórico da cidade basca.

A França, que há meses convive com protestos antigovernamentais, enviou mais de 13 mil policiais para garantir que os manifestantes não cheguem perto dos líderes que participam da cúpula.

Antes do confronto, milhares de ativistas antiglobalização, separatistas bascos e "coletes amarelos" caminharam da cidade francesa de Hendaye para Irun, na Espanha, agitando faixas pedindo ações contra a mudança climática, em favor de direitos dos gays e de um modelo econômico mais justo.

"Chefes de Estado: ajam agora, a Amazônia está queimando!", eram os escritos de uma das bandeiras agitadas no protesto, referindo-se aos incêndios que assolam a floresta amazônica.

"Se o tempo fosse uma catedral, nós já a teríamos salvo", disse outro sinal, referindo-se ao incêndio que destruiu parcialmente a Notre-Dame de Paris, em abril.

Segundo os organizadores dos atos, 15 mil pessoas protestavam. A polícia afirmar que se tratava de 9.000 pessoas.

"Os principais líderes capitalistas estão aqui e precisamos mostrar a eles que a luta continua", disse Alain Missana, 48, eletricista, de colete amarelo —símbolo das manifestações antigovernamentais na França.

"É mais dinheiro para os ricos e nada para os pobres. Vemos a floresta amazônica queimando e o Ártico derretendo. Os líderes nos ouvirão", afirmou.

Quatro policiais ficaram levemente feridos na sexta-feira (23), depois que manifestantes dispararam um morteiro caseiro perto da reunião anti-G7 em Hendaye. A polícia prendeu 17 pessoas por esconderem seus rostos.

Centenas de espanhóis bascos participaram da marcha, como Max, 28, que foi acompanhado por cinco amigos. "Temos uma cultura de luta e nos parece certa a manifestação. Queremos acabar com essa farsa", disse.

 

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