Democratas iniciam corrida para definir rival de Trump

Indefinida, disputa pela nomeação do partido começa com votação em Iowa

São Paulo

As próximas semanas serão decisivas para o Partido Democrata, com o começo da seleção que levará ao nome que vai concorrer contra Donald Trump nas eleições presidenciais de novembro. A primeira etapa desse processo é o caucus —assembleia de eleitores— de Iowa, nesta segunda-feira (3).

A votação funciona desde 1970 como forte indicador do desempenho de um candidato nas disputas seguintes. Os concorrentes que se saírem mal no estado do Centro-Oeste tendem a cair fora das próximas fases, que se alternam entre caucuses e primárias nos 50 estados e alguns territórios do país até junho.

A próxima data importante é a Super Terça, em 3 de março, quando serão escolhidos cerca de 40% dos delegados que representarão os candidatos de seus estados na convenção nacional do partido.

O grande evento em Milwaukee, em julho, vai nomear oficialmente o adversário de Trump —terceiro presidente da história dos EUA a ter o impeachment aprovado pela Câmara dos Deputados

Há 11 nomes na disputa pela indicação final do Partido Democrata. O vencedor deve sair da trinca Joe Biden, Bernie Sanders e Elizabeth Warren.

A Folha preparou breves perfis dos principais candidatos democratas, para ninguém passar vergonha na hora em que o assunto das eleições americanas vier à tona na mesa de jantar com os amigos.

Da esquerda para a direita: Joe Biden (de óculos escuros), Amy Klobuchar, Elizabeth Warren e Bernie Sanders, em evento na Carolina do Sul - Sean Rayford - 20.jan.20/Getty Images/AFP
 

Perguntas e respostas

Qual a diferença entre caucus e primária?
Ambas são formas de seleção de delegados, líderes locais que vão à convenção nacional democrata confirmar o voto de seus estados. Neste evento será anunciado formalmente quem vai concorrer contra Donald Trump. Ganha o candidato que tiver o maior número de delegados.

Caucus é uma assembleia de eleitores nas quais o voto não é secreto. Reunidos em uma escola local, por exemplo, os eleitores levantam a mão ou se separam em grupos, mostrando assim qual candidato querem apoiar. Uma contagem de cabeças é realizada e, se um candidato não atingir um limite mínimo de apoio (em geral 15% dos presentes), os membros daquele grupo se realinham com outros grupos antes da contagem final.

Primária é a votação direta e secreta no candidato escolhido, com cédulas em urnas. As primárias podem ser de dois tipos. Na versão aberta, os eleitores podem votar em qualquer candidato, independentemente de sua filiação política: um eleitor filiado aos democratas pode votar em um candidato republicano, e vice-versa. Na fechada, os eleitores votam apenas em candidatos do partido ao qual são filiados.

O processo é igual em todos os estados?
Não. Cada estado tem suas próprias regras para caucuses e primárias e, por isso, as diretrizes de um mesmo partido podem variar de um estado para outro. Estados podem até não realizar primárias, como foi o caso de alguns deles em 2016, quando Trump era o óbvio nome republicano na corrida.

Há primárias republicanas?
Sim, na maioria dos estados. Mas as chances dos oponentes de Trump —Joe Walsh, ex-deputado de Illinois, e William F. Weld, ex-governador de Massachusetts— são nulas.

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