'Espero que relaxem a prisão ilegal de Michel Temer', diz leitor

Emedebista é o segundo presidente a ser preso após investigação na esfera penal

Temer preso

O texto de Reinaldo Azevedo lança luz em meio às trevas jurídicas em que vivemos (“Prisão de Temer é uma aberração legal”). Os tribunais foram capturados pelas redes sociais. Prisões ocorrem ao arrepio da lei e da Constituição e quase ninguém se levanta para gritar contra as aberrações do Ministério Público Federal e da Justiça Federal. Concordo com tudo o que você escreveu, Azevedo. Espero que algum ministro de bom senso, e coragem, relaxe essa prisão ilegal e midiática.

Itamar Souto, advogado (Jaboatão dos Guararapes, PE)

Estamos em uma rota de colisão com o Estado de Direito. Estamos destruindo a política, que virou sinônimo de corrupção. Não sei qual será a próxima página deste país. Estou muito preocupada.

Rosane Tannuri Crivellari Moreira (Rio de Janeiro, RJ)

Concordo com Reinaldo Azevedo e pensei da mesma forma que ele quando li a notícia sobre a prisão do Temer. Nós, cidadãos comuns, estamos indignados com os políticos de maneira geral. O povo quer “sangue”, mas, ao aplicador da lei, impõe-se dignificar o cargo e agir de acordo com ela, não fazendo “justiça” a seu bel-prazer. Preocupa-me a disputa entre correntes do Judiciário, uma queda de braço em que todos perdem. As correntes se portam como uma comédia pastelão, digna dos Trapalhões.

Maria Luiza Toledo Ozorio (Volta Redonda, RJ)

Família Bolsonaro

O que Jair Bolsonaro precisa compreender —e logo, antes que seja tarde— é que não votamos em nenhum de seus filhos para a Presidência. Os votos que eles receberam foram para suas respectivas funções e não seriam suficientes, nem somados, para eleger um presidente. Muito menos votamos para ter Olavo de Carvalho influindo negativamente no governo.

Ulysses Fernandes Nunes Jr. (São Paulo, SP)

Futuro das aposentadorias

Se a prisão de Temer foi tecnicamente procedente, os embates jurídicos demonstrarão isso nos próximos dias. Porém, é inaceitável que mais uma vez, quando a nação anseia pela reforma da Previdência para retomar o crescimento econômico, um evento abale os alicerces do Congresso à semelhança do resultado das malogradas flechadas de Rodrigo Janot (“Prisão é presente político para governo e Moro, mas reação ameaça a reforma”). Seja qual for o futuro da Lava Jato, o Congresso precisa se conscientizar de que a reforma é um caminho necessário.

Luciano Harary (São Paulo, SP)

A reforma da Previdência subiu no telhado.

Walter Barretto Jr. (Salvador, BA)

A discussão sobre a reforma ignora algumas verdades: enquanto cresce a esperança de vida, diminui a de vida economicamente ativa dos idosos; o crescimento da produção não depende só da elevação do número de trabalhadores ativos, mas do aumento da produtividade. E como aumentar o tempo de contribuição dos idosos se eles não conseguem emprego? O foco da política econômica não deveria ser a reforma, mas, sim, o crescimento econômico alcançado por meio do fomento do progresso tecnológico.

Daguzan Cardoso Dias (São Paulo, SP)


Disputa por prêmio

Emocionei-me ao ler este texto tão digno, tão especial para os jovens (“A professora brasileira”, de Claudia Costin). Isso só acende a esperança de dias melhores nas nossas escolas. A professora Débora Garofalo é um orgulho para nós. Que ela seja um espelho para muitos profissionais. Tomara que conquiste o prêmio de melhor do mundo.

Antonia de Fátima Patente de Araujo, médica (São Paulo, SP)

É muito bom ler um texto como esse. Que o exemplo de Débora Garofalo se multiplique e estimule os brasileiros de cada área a fazer o que sabem da melhor maneira possível. É a chave para resgatarmos nosso amor pelo país. Em meio a tanto ódio, raiva e disputas, floresce a imagem de uma professora estimulando crianças a aprender divertidamente e de uma forma simples. Trata-se de um pedacinho da Finlândia por aqui.

João Felipe Lara Bueno (Ponta Grossa, PR)

Nomes e fotos de criminosos 

Tendo em vista que a busca pela notoriedade, ou ao menos visibilidade, pode ser o objetivo das mentes que idealizam ataques como os registrados recentemente, talvez a não divulgação dos nomes ou demais “curiosidades” a respeito dos autores seja uma ferramenta desestimulante (“Sim, não, depende”, de Roberto Dias).

Paulo Araújo (Montes Claros, MG)


Mudança na FolhaA

França é uma ferrenha defensora da liberdade de imprensa, bem como da liberdade de expressão e de opinião, e nosso país age permanentemente, inclusive no cenário internacional, para defender e promover esses valores. Uma imprensa livre e de qualidade é fundamental para o exercício da democracia, e ver um nome de peso como o de Sérgio Dávila assumindo a importante função de diretor de Redação em um jornal independente e respeitado como a Folha conforta a promoção desses valores.

Brieuc Pont, cônsul-geral da França em São Paulo

Em frente, Folha. Leio há 30 anos. A que mais se compra, a que nunca se vende. Bem-vindo, Dávila.

Ari Vargas Leal (Campo Grande, MS)


Método de alfabetização 

Desde que tivemos conhecimento de estudos da década de 1920 para cá, não se pode mais discutir qual é o melhor método para alfabetização. Agora, sabemos (ao menos em parte) como se aprende, o que muda o enfoque do trabalho. Que a escrita representa os sons da fala só é óbvio para os alfabetizados. A questão toda é como levar o aluno a construir esse conhecimento complexo. O MEC faz parecer que basta dizer ao aluno qual é o som de cada letra e ele está alfabetizado, como se fosse algo simples (“Guerras de alfabetização”, de Hélio Schwartsman).

Maria de Fátima Bonitátibus, diretora de escola aposentada da rede municipal de São Paulo (São Paulo, SP)

É evidente que os métodos devem ser renovados. Não devemos confiar em amostras quando lidamos com indivíduos, pois o que está muito claro e óbvio é que dentro de sala de aula cada criança aprende ou desenvolve uma habilidade (como queiram entender os mais nobres especialistas no assunto) ao seu tempo. E há um tempo para cada uma no processo de ensino e aprendizagem e este se dá de forma contínua, sequencial. As estratégias e as habilidades do professor são fundamentais para o êxito.

Sebastião Miguel de Filho (Embu-Guaçu, SP)


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