'Prisão de mais um ex-presidente é desconcertante para o país', diz leitor

Michel Temer foi preso preventivamente nesta quinta-feira (21) em São Paulo

Temer preso

A prisão de mais um ex-presidente é extremamente desconcertante para o Brasil (“Prisão de Temer é boa notícia para Bolsonaro, mas há risco para reforma”). Revela o alto grau de uma cultura centrada na corrupção e na apropriação de dinheiro público. Essa cultura não é só de políticos, mas também um comportamento difundido no país, que se infiltra despercebidamente em outras atitudes, a exemplo de desrespeitar a faixa de pedestre, como se isso não representasse a mesma tendência de levar vantagem pessoal.

Américo Machado Filho (Salvador, BA)

Notícias falsas

As fake news são uma ameaça à democracia e foram usadas para desestabilizar o país, incentivar o ódio, criminalizar movimentos sociais, difamar Marielle Franco e atacar Fernando Haddad com mentiras nas eleições (“Investigação de fake news contra Supremo identifica suspeitos e prepara buscar”). Quem as financia? A mando de quem? O STF está correto em investigá-las, mas o inquérito não deve se limitar às ameaças à corte. É preciso investigar tudo antes que as notícias falsas acabem com a democracia no Brasil.

Cristiano Penha (Campinas, SP)

A extrema direita no mundo quer governar por Twitter sem mediações institucionais. O STF precisa ser defendido por todos os democratas deste país.

Hugo Almeida (Mariana, MG)

A beligerância jurídica estava na primeira instância do Judiciário com juízes proferindo liminares de censura. O STF resolveu assumir a beligerância ordenando a investigação, quando deveria apenas resolver questões constitucionais, como diz a Carta Magna. Somente os ministros podem julgar? E a eles quem investigará? São intocáveis? Coitados dos Poderes Executivo e Legislativo da nossa nação.

Arnaldo Vieira da Silva (Aracaju, SE)


Nomes e fotos de criminosos

Para mim, ocultar é um tipo de redução de danos ineficiente (“Sim, não, depende”, de Roberto Dias). Além do fato de que os massacres foram eventos públicos, logo a opinião pública tem o direito de formular e deliberar suas próprias concepções acerca do acontecimento. Apoiei a cobertura da Folha no caso de Suzano (SP); tem de mostrar sim. Esses casos não se resolvem com censura e tutela, mas, sim, com políticas públicas na educação.

Artur Lins (Rio de Janeiro, RJ)

Sou contra a exposição de nomes e imagens de criminosos. Acredito que os ataques são concebidos em mentes doentias que procuram notoriedade. Os fatos devem ser revelados pela imprensa sem sensacionalismo.

Elisabete Pinheiro Tavares (Pelotas, RS)

Usinas nucleares

As afirmações de Mário B. Filho mostram como o tema nuclear é cercado de preconceitos. A localização das usinas nucleares é estratégica, pois elas ficam próximas dos principais centros de consumo de energia do país. Isso dá mais estabilidade ao sistema elétrico. O abandono da energia nuclear pela Alemanha foi uma decisão política que resultou no aumento da emissão de gases de efeito estufa. O armazenamento de resíduos radioativos segue padrões internacionais e é objeto de inspeções periódicas.

Leonam dos Santos Guimarães, presidente da Eletronuclear


Guerra às drogas

Parabenizo os autores da proposta pela lucidez (“Por uma nova lei de drogas”, de Ney Bello, Pierpaolo Cruz Bottini e Drauzio Varella). Sou advogado, por pouco mais de 20 anos ocupei o cargo de delegado e concordo tanto com o entendimento de que o uso deve ser descriminalizado quanto com o escalonamento do tráfico de acordo com sua gravidade. Entendo que a proposta descrita no artigo é coerente e deve ser considerada um avanço em relação à lei vigente.

Gil Braz (Embu-Guaçu, SP)


Acesso a armas

Em que pesem minhas restrições à figura do senhor Renan Calheiros, concordo com seus argumentos e penso que esteja passando da hora de uma política de segurança positiva, que não seja ancorada em armamento, mas que promova a paz e a justiça (“As milícias da morte”, Tendências / Debates).

Marluce Martins de Aguiar (Vitória, ES)


Análise ideológica

O atual governo não sabe o que são competências, desconhece os conceitos que permeiam a educação, não entende de trâmites pedagógicos para elaboração de questões e, o pior, não conhece a natureza educacional brasileira (“Ministério cria grupo que fará análise ideológica do Enem”). É um erro atrás do outro, em nome de um fantasma chamado “ideologia de gênero”. Estão empenhados nessa ficção e não fazem nada para solucionar os reais problemas. Neste momento, a avaliação da gestão do MEC é pífia.

Anderson Costa (Ananindeua, PA)

E como o governo ultradireitista faz análise ideológica? Tachando de ideologia tudo aquilo que vai contra a ideologia da direita. Para combater a ideologia, mais ideologia. Enquanto o governo faz afagos aos fundamentalistas de direita que ocupam o MEC, não há uma medida séria que esteja em curso para melhorar a educação pública. 

Alberto Freitas Filho (São Paulo, SP)


Método de alfabetização

O construtivismo tem os seus méritos. O método fônico também. O bom professor deve saber mesclar os dois. A boa alfabetização acontece com bons professores em sala de aula, que deveriam ser mais valorizados e respeitados pela nossa sociedade (“MEC prioriza método fônico em projeto para alfabetização”).

Rita de Cássia K. Foltram (Osasco, SP)

Sou professor de português, mas não sou alfabetizador. Se o método fônico, de fato, corresponder ao que foi descrito na reportagem, então ele coincide com aquele que foi aplicado na minha formação primária. Logo, sei, intuitivamente, que funciona. Assim, embora não me agrade concordar com o sinistro da deseducação, pode ser que a unificação desse método seja o caminho. Certamente, vale a pena ouvir os educadores, pois são eles que sabem o que realmente acontece/funciona em sala de aula.

Jorge de Lima (São Paulo, SP)


Dia Mundial da Água

Pouco ou nada podemos comemorar no Dia Mundial da Água. Resta-nos lamentar a inação e o descaso dos governantes, dos poluidores que insistem em descartar o lixo urbano em rios, entulho que provoca a morte da biodiversidade, e litros de esgoto sem nenhum tipo de tratamento. Esse é o retrato do descaso em relação à nossa água e aos nossos rios, que pagam por isso com a própria vida.

João Pedro Naisser, ecologista (Curitiba, PR)


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