'Retórica ministerial distorce papel das universidades', diz leitor

Pasta de Weintraub bloqueou em 30% os recursos de instituições federais os país

Abraham Weintraub

Difícil dar crédito à retórica ministerial que distorce o papel das universidades públicas na produção do conhecimento, ignora o papel das ciências humanas, desconsidera o debate educacional acumulado e, sobretudo, subestima os educadores em geral (“Weintraub ironiza reitores ao falar de tolerância”). Não se trata de desinformação. É ideologia.

Walter Roberto Correia, professor associado da Escola de Educação Física e Esporte da USP (São Paulo, SP)

Seguimos como nação, impávidos, rumo à Idade Média. A volta do culto ao obscurantismo é surreal.

Jairo Luciano Dias Alves (Macaé, RJ)

Acredito que um ministro da Educação que, em retaliação, corta 30% do orçamento de universidades federais precise de assistência psiquiátrica (“MEC estende a todas as universidades federais corte de 30% em orçamento”). Retaliação não pode fazer parte do trabalho desse ou de outro dirigente.

Michel Rabinovitch (São Paulo, SP)

O ministro e seu governo não querem que existam cursos de filosofia e de ciências humanas nas universidades. Sabem por quê? Porque a filosofia é libertadora, busca incansavelmente a verdade, seja provisória, seja eterna. Na filosofia não há respostas prontas nem simples, ela propõe a dúvida e a permanente reflexão. Será que temem isso?

Maria Helena Beauchamp (São Paulo, SP)

Jair Bolsonaro

Muito oportuna a coluna de Mariliz Pereira Jorge (“Perseguição e vingança”). Enquanto o capitão reformado brinca de comandante deste enorme transatlântico, alcateias afrontam rebanhos e nós, da esquerda não petista, assistimos atônitos ao desmanche do país. Todos sabemos o que aconteceu com o Titanic. 

Sérgio Amorim Andrade (Belo Horizonte, MG)

A esquerda lulo-petista é muito chata, com seu discurso chato de “Lula livre”, preso sem provas, blá-blá-blá. A direita é muito chata, com o desgovernado e chato Bolsonaro, seus filhos chatos, seus ministérios chatos e de capacidade discutível, seu guru-filósofo-astrólogo boca suja e chato, e todos eles atribuindo exclusivamente aos quase 14 anos de lulo-petismo no poder a culpa pelo atual estado falido do Brasil.

Fabio Alves Paes de Barros (São Paulo, SP)

Condecorações

Quando votei no Bolsonaro, sabia de sua estreiteza, mas agora ele está surpreendendo (“Bolsonaro concede a Olavo de Carvalho condecoração igual à de Mourão e Moro”). É muito pior do que eu pensava. E parece que essa característica de opacidade é genética. A esperança —é o que nos resta— está no grupo militar.

Paulo Roberto Fernandes (Brasília, DF)

Suponha que você seja um presidente de pensamento obtuso, limitado intelectual e culturalmente, que esteja em início de mandato e com a popularidade já em queda. Você se cerca de bajuladores que pensam ou dizem que pensam como você, apesar do ridículo. A equipe vive batendo cabeça e não consegue mostrar serviço, não sai nada. Solução: condecorações para todos, pelos serviços não prestados, ou quiçá pelos desserviços.

Glauber Carneiro Lorenzini (Boa Vista, RR)


Crise na Venezuela

Maduro é um ditador, só os incautos ou mal-intencionados não admitem isso. Ele criou uma assembleia constituinte, desrespeitando a Carta Magna, em 2017 e promoveu eleições presidenciais fraudulentas em 2018. Com a economia em frangalhos e oprimindo o povo, perdeu qualquer legitimidade (“Intervenção militar é última opção, diz Juan Guaidó, líder da oposição na Venezuela”). 

Daniel Plech Garcia (Brasília, DF)

Três grandes experiências para compartilhar conosco, gostemos ou não dos nomes (“Fernando Haddad passa a ter coluna na Folha”). A presença de Fernando Haddad é importante para fazer contraponto ao governo que o derrotou nas eleições. O ex-prefeito poderá mostrar ao Brasil quanto perdemos com a sua derrota.

Victor Hatus Pataro Cária (Belo Horizonte, MG)

Parabéns, Folha, pelas escolhas. Vou adorar ler as colunas de todos. Sejam muito bem-vindos a este grande jornal.

João Pedro Sousa (São Paulo, SP)

Parabenizo a Folha por escolher Haddad para substituir André Singer e por acolher no seu quadro de colunistas os cientistas políticos Maria Hermínia Tavares de Almeida e Fernando Schüler. Na sua estreia (“A grande síntese brasileira”), o último mostrou com clareza a diferença entre uma posição política reacionária e a prudência conservadora que pode ser conciliada com avanços sociais. Trata-se de um posicionamento inteligente de centro-esquerda que faz muita falta em nosso país.

Marcelo Coutinho Vargas, professor da Universidade Federal de São Carlos (São Carlos, SP)

Na democracia, todos têm direto a dar a sua opinião, que deve ser respeitada. Concordar ou não faz parte das regras do jogo.

José Manoel Martins (Catanduva, SP)


Direita

Li, reli, grifei e recortei o artigo de Delfim Netto (“Direita incultural”). O texto se contrapõe ao obscurantismo deste governo, cuja capacidade de produzir insensatez é inacreditável. Para a qualidade do debate e para deleite dos leitores desta Folha, desejo-lhe vida longa, professor Delfim.

Claudio César Faria (Catanduva, SP)


Cobrança

A força-tarefa para recuperação de débitos de ICMS (“Lá vem cobrança”) é uma ação importante do fisco paulista, que, conforme apontado, pode trazer incremento de R$ 1 bilhão aos cofres do estado. Não se trata de mera cobrança, mas de uma ação que contribui para a justiça fiscal e o equilíbrio no mercado, combatendo a concorrência desleal, uma vez que a empresa que sonega impostos leva vantagens sobre outras, podendo prejudicá-las financeiramente.

Alfredo Maranca, presidente do Sindicato dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de São Paulo (São Paulo, SP)


Ayrton Senna

Gostaria de parabenizar a Folha e Lucas Ferraz pela reportagem “Em Ímola, fãs exaltam Senna nos 25 anos de sua morte”. Em meio a uma avalanche de notícias ruins sobre o nosso governo, o texto é um presente para nós, brasileiros, que infelizmente não valorizamos a história. Mostra a grande reverência que Ímola tem para com Senna, nosso eterno ídolo. 

Julio Cesar Coan (Tietê, SP)

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