'Reforma da Previdência prova que a democracia é o melhor sistema', diz leitor

Câmara aprovou, por 379 a 131, o texto-base em primeiro turno

Previdência

Com a aprovação do texto-base da reforma da Previdência, fica provado que a democracia continua sendo o melhor sistema de governo. Destaco a atuação do Executivo por meio de Bolsonaro, Paulo Guedes e do secretário da Previdência, Rogério Marinho. Para completar, excelente atuação de Rodrigo Maia e dos integrantes da comissão Marcelo Ramos (presidente) e Samuel Moreira (relator). Na reta final, até o centrão teve brilhante atuação.

Osvaldo Cesar Tavares (São Paulo, SP)

Deputados comemoram a aprovação do texto-base da reforma da Previdência - Pedro Ladeira/Folhapress

Não há o que comemorar nesta desidratada reforma. Manteve, e em alguns casos ampliou, a diferença de benefícios dos funcionários públicos em relação ao setor privado e não incluiu estados e municípios, que têm enorme peso no déficit.

Rafael Alberti Cesa (Caxias do Sul, RS)

Vamos guardar bem os nomes dos deputados que votaram contra a reforma da Previdência ("Veja como cada deputado votou nesta quarta"). Nunca mais votaremos neles. Em massa, o PT, como sempre, votou contra mais esta reforma em benefício do país. E parabéns pelos deputados de PDT, PSB e PSDB que contrariaram seus partidos e votaram a favor da reforma, entre os quais Tabata Amaral (PDT), que escreve nesta Folha.

Jaime Pereira da Silva (São Paulo, SP)

Traidores dos trabalhadores e do trabalhismo brasileiro ("Presidente do PDT promete 'atitude cirúrgica' contra Tabata e outros 7 dissidentes"). Como podem se embandeirar na educação, mas votar contra os professores e aprovar a destruição da Previdência, negligenciando os reais motivos do desequilíbrio do orçamento federal?

Rodrigo Vora (Guarulhos, SP)

Aprovado o texto-base da Previdência, o mundo político vai falar cada vez mais, com entusiasmo, de Rodrigo Maia. Articulado, respeitado, tarimbado e ponderado. Impressiona pela maturidade política. Enfrentou intrigas, maledicências e acusações descabidas. Mandou de volta para o lixo do atraso o arsenal de sandices de maus brasileiros. Maia se agigantou e se credencia a voos mais altos. Dobradinha Doria e Maia já deixa políticos graúdos de orelha em pé.

Vicente Limongi Netto (Brasília, DF)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chora durante sessão da reforma da Previdência - Pedro Ladeira/Folhapress

Um projeto feito a "n" mãos de técnicos altamente qualificados tem sua caracterização roubada por um ser ignóbil de representação política insignificante. Vimos Rodrigo Maia posando como autor da ideia, chorando sem lágrimas e se sentindo o salvador da pátria. Pariu um filho que nasceu com os pés ao contrário. Muito breve serão necessárias cirurgias de alta precisão para corrigir as falhas que colocaram. Não passa de um usurpador.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira (Rio de Janeiro, RJ)

A esquerda não saiu derrotada ("Aprovação de reforma sacramenta momento de derrota da esquerda"). Não votou na família Bolsonaro. Derrotados estão sendo os milhares de ingênuos que acreditaram que o clã poderia propor políticas que garantissem o bem-estar de seus descendentes.

Acir da Cruz Camargo (Ponta Grossa, PR)


Salário de general

Se o general Augusto Heleno sente vergonha de receber R$ 19 mil ("General Heleno diz que seu salário de R$ 19 mil líquidos é vergonhoso", o que devo sentir ao receber meu salário de professor de escola pública? Para receber meus míseros R$ 2.600, dou aulas para 14 turmas com uma média de 35 alunos por sala. Preparo aulas, corrijo provas e trabalhos em casa, fora de meu horário de trabalho. Leciono há 15 anos. Vergonha o general deveria ter de não pensar antes de abrir a boca.

Ricardo Tagliari (São Paulo, SP)

O general Augusto Heleno - André Coelho/Folhapress

São lamentáveis alguns comentários sobre o salário de um general. Com certeza, os comentaristas não prestaram serviço militar nem têm ideia de como os militares servem à nação. Nossos militares, em geral, são mal pagos e altamente qualificados. Promoções não são obtidas por apadrinhamento e envolvem muito estudo, profissionalismo, respeito e amor ao país.

Sergio Silva (São José dos Campos, SP)


Ministro evangélico no STF

O presidente Jair Bolsonaro afirmar que vai nomear um ministro do STF que seja "terrivelmente evangélico" não deve nos surpreender ("Bolsonaro diz que indicará para vaga no STF ministro 'terrivelmente evangélico'"), haja vista o perfil dos novos evangélicos no Brasil. Estão sintonizados com o Velho Testamento, cuja tônica é o belicismo. Citar Jesus é importante, pois ele é popular, mas seus ensinamentos de amor estão sendo substituídos por outros.

José Elias Aiex Neto (Foz do Iguaçu, PR)

Jair Bolsonaro participa de culto na Câmara dos Deputados - André Coelho/Folhapress

É absurdo um possível ministro super-hiperevangélico. Ora, todos na Vila Madalena, em São Paulo, e no Posto 9, no Rio, sabem que a moda é nomear ministros moderninhos e progressistas, liberais mais ou menos de esquerda, mais que laicos que desprezam a ideia de um Deus maior, distantes dos fundamentos dos valores ocidentais e favoráveis a todo tipo de aberração antinatural, tudo pretensamente justificado por um juridiquês rococó.

Paulo Boccato (São Carlos, SP)

Estou de acordo com Jair Bolsonaro, mas abriria também a possibilidade para o pessoal LGBT. Apenas penso que ele deve usar a Constituição, e não a Bíblia ou o kit gay, para dar seus pareceres.

Iria de Sá Dodde (Rio de Janeiro, RJ)


Transporte escolar

Infelizmente, com "Doria corta ônibus fretados para milhares de alunos da rede estadual", a Folha apoia uma prática ilegal no transporte público de São Paulo. A atual gestão, ao tomar conhecimento de contrato sem licitação, como em Guarulhos Sul, e de desperdício de recurso público, como em Suzano e Guarulhos Sul, decidiu agir. O transporte escolar precisa cumprir a resolução SE Nº 27, de 9/5/2011, e as leis federais 8.069/1990 e 9.394/1996. A Seduc assegura, ainda, que nenhum estudante que têm direito ficará sem transporte.

Haroldo Rocha, secretário-executivo de Educação do Estado de São Paulo

Resposta da editora Luciana Coelho - Em entrevista à Folha, o secretário-executivo da Educação não mencionou contratos irregulares nem atribuiu a isso a reformulação. O governador interino, Rodrigo Garcia, confirmou a reorganização do sistema.


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