Para leitor, é cinismo dizer que desmatamento se deve à pobreza

Se a pobreza preocupa Guedes, que faça a distribuição de renda, diz leitor

Davos
Resumindo o engodo e as mentiras deste governo, Paulo Guedes declarou em Davos que o desmatamento da Amazônia se deve à pobreza. É muito cinismo (“Maior inimigo do ambiente é a pobreza, diz Paulo Guedes”, Poder, 22/1).
José Monteiro (Recife, PE)

Lamentável a fala de Guedes. Se há pobreza, é porque bilionários tiram recursos dos pobres. Se há desmatamento, é porque uma família pobre desmata 100 m2 para fazer sua horta de sobrevivência e os latifundiários desmatam 1.000.000 m2 para fazer sua fortuna. Se Guedes está preocupado com a pobreza, que tome o caminho certo. Faça corretamente a distribuição de renda.
Raymundo Medeiros (São Paulo, SP)

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Paulo Guedes no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça - Walter Duerst/Fórum Econômico Mundial


O Posto Ipiranga tem razão: não são o Leblon ou a Vieira Souto que poluem o rio Guandu. É a pobreza da periferia sem esgoto. Bolsonaro já apresentou a solução: dia sim, dia não. Para quem está desempregado e só come quando consegue algum dinheiro, é fácil.
Nelson Xisto Damasceno Filho (Belo Horizonte, MG)

Alvim, Duarte e judeus
Judaísmo não é corrente política. Não há voto judeu, pois judeus estão em todos os segmentos sociais. Assim, foi oportuno o artigo de Fernando Lottenberg (“75 anos depois de Auschwitz”), bem como o repúdio da Conib ao discurso de Alvim e a sua exoneração imediata. Alvim não esteve sozinho. Há que se buscar a montagem do discurso desde o momento zero.
Moyses Akerman (Rio de Janeiro, RJ)

Respeito as opiniões de Fernando Lottenberg e Jayme Brener (Painel do Leitor, 22/1), defendendo a neutralidade dos judeus em relação à eleição de 2018. Mas penso que Bolsonaro só dispensou Alvim pela reação da comunidade judaica. Senão, teria mantido a empáfia de desafiar a tudo e a todos, como faz em relação às denúncias sobre membros de seu governo.
Wilson Domingos da Costa (São Paulo, SP)

Bolsonaro durante encontro com Regina Duarte - Carolina Antunes/PR


Regina Duarte não deveria aceitar o cargo. Vai se arrepender. Trocará uma situação confortável para cair em um ninho de víboras. O filho 02 já se disse contrário à sua nomeação. E ele já tirou de lá gente mais poderosa do que ela —até general.
Carlos Jansen (São Lourenço, MG)

Num momento tão delicado, quando artistas querem impor seus esquerdismos, o convite a Regina Duarte deveria receber apoio e, principalmente, sugestões para acertar e acalmar essa classe que não se cansa de lutar pelos seus privilégios.
Geraldo Siffert Júnior (Rio de Janeiro, RJ)


Volta de férias triunfal a de Hélio Schwartsman (“Bolsonaro e os judeus”, 22/1). Texto esclarecedor e didático sobre a suposta ligação da comunidade judaica com Messias. E autobiográfico, pois conhecemos um pouco mais do colunista.
José Antonio Garbino (Bauru, SP)


Glenn Greenwald
Parte do Judiciário nunca engolirá uma imprensa livre. Anos atrás, a Folha noticiou o caso do jornal “Debate”, condenado a pagar indenização milionária a um juiz a quem havia denunciado por receber benesses. Agora é Greenwald. Quando o assunto é jornal, sempre há quem queira rasgar a Constituição.
André H. Fleury Moraes (Santa Cruz do Rio Pardo, SP)

O jornalista Glenn Greenwald - Adriano Machado/Reuters

Irmão
“Sem cargo público, irmão de Bolsonaro faz intermediação de verbas do governo federal” (Poder, 22/1). Independentemente de ter havido vantagens ou promessas de ganhos futuros, isso não é tráfico de influência? Qual é a figura jurídica do senhor Renato Bolsonaro? Desenrolador de processos? Abre-portas? Despachante? Destranca-ruas?
Luciano Neder Serafini (Ribeirão Preto, SP)

Parece notícia fake, mas é apenas mais uma maracutaia envolvendo a família Bolsonaro. E o Queiroz? Quando é que o Judiciário e a Polícia Federal deste país tomarão uma atitude em relação ao laranjão oficial da família presidencial? Afinal, esse indivíduo simplesmente mostrou o dedo do meio para todos nós e sumiu.
José Soriano Sales (São Paulo, SP)

Tem problema não. Em 2022 a gente escolhe outro que vai mudar a política no Brasil. Já fizemos isso muitas vezes e vamos continuar fazendo. Vamos ver qual vai ser a próxima decepção.
Francisco Pascoal Neto (Uberlândia, MG)


Imobilidade social
“Mais pobre levaria nove gerações para atingir renda média do país, diz estudo” (Mercado, 22/1). É só olhar para os lados para ver que a mobilidade social por aqui é comparável à do sistema de castas indiano —se bobear, até pior. É muito difícil alguém melhorar de vida no Brasil apenas com estudo e trabalho. Ainda mais agora, com esse desemprego enorme e o trabalho sendo vilipendiado da maneira como está.
Simone Rodrigues (Cascavel, PR)


Sisu
Uma vez que não é possível voltar no tempo, o mais adequado e profissional é corrigir novamente todas as provas e refazer o calendário (“MPF recomenda que governo Bolsonaro suspenda inscrições do Sisu após erros em notas do Enem”, Educação, 22/1). Será que a atual equipe do Ministério da Educação terá a humildade de assumir verdadeiramente o erro grave e agir de forma honrosa, e não atabalhoada?
Michael dos Santos Gomes (Campinas, SP)

Segundo Elio Gaspari, usar “inconsistência” como sinônimo de erro nas notas do Enem é empulhação, conversa dos “educatecas de plantão” (“Weintraub fez um Enem infernal”, Poder, 22/1). Na verdade, este governo de aloprados é que é inconsistente, principalmente nas ideias.
Gildázio Garcia (Ipatinga, MG)

Fiesp
A Fiesp apoiou o golpe militar de 1964, a ditadura militar e o impeachment de Dilma Rousseff. Ela é um retrocesso. E a avenida Paulista é o centro dos grandes golpes no Brasil. Ambas são causadoras do retrocesso do país. Ainda bem que empresários de visão, coerentes, começaram a observar isso (“Morte anunciada”, Tendências / Debates, 21/1).
Sérgio Luiz Zandoná (Cascavel, PR)

Gênio
Antonio Delfim Netto é um gênio. Em linguagem didática, consegue explicar as complexidades da economia. O artigo “Aprender com a história” (Opinião, 22/1) deveria ser leitura obrigatória nas escolas, nas universidades, no Parlamento e no governo.
Paes Landim, deputado federal pelo PTB-PI (Brasília, DF)


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