Leitor diz que críticas de Maia, após encontro com Bolsonaro, a Guedes soam como fritura autorizada

Dinheiro de Queiroz a primeira-dama, atlas da violência e atos contra racismo são temas de comentários dos leitores

Fritura de Guedes
Rodrigo Maia dispara contra a equipe de Paulo Guedes após se encontrar com o presidente. Sinto cheiro de fritura autorizada (“Em aceno a Bolsonaro, Maia acusa time de Guedes de vazar Renda Brasil sem consultar presidente”, Mercado).
Luiz Leal (Florianópolis, SC)

Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia (DEM-RJ) pronunciamento à imprensa
Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia (DEM-RJ) pronunciamento à imprensa - Pedro Ladeira - 12.ago.2020/Folhapress

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O presidente da Câmara aposta na fritura e queda do Paulo Guedes ao se aliar ao presidente da República. Acho que ele já sabe o futuro ministro da Economia, que substituirá Guedes. De todo modo, vai sobrar para o povo brasileiro. Coisa boa disso não sai.
Rubens Gonçalves (Curitiba, PR)

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Parece que o ministro Rogério Marinho vai alcançar seu objetivo: afastar o ministro Paulo Guedes. A fritura começou, e as labaredas estão à vista. Será que Guedes ainda não entendeu que o governo não deseja austeridade? E que seu projeto liberal não tem espaço? O ministro da Economia, continuando no governo, corre o risco de se desmoralizar junto aos seus patrocinadores: os bancos. Outra coisa, por que ninguém fala dos juros nem de tributar os mais ricos? Pelo jeitão, parece que a classe média vai pagar a conta.
Antônio Dilson Pereira (Curitiba, PR)

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Creio o “Posto Ypiranga” Paulo Guedes, anunciado com grande pompa pelo presidente eleito Jair Bolsonaro —que, por não saber patavinas de economia, dava a ele carta branca para conduzir os destinos financeiros do país—, agora está sentindo o mesmo golpe de desgosto sofrido pelo então ministro da Justiça, Sergio Moro, e outros que ousaram não seguir a perigosa cartilha Bolsonaro. Entre muitas mentiras —a toda hora— desmentidas de Bolsonaro, Deus nos ajude e não nos desampare em 2021.
Paulo Cariocando Marinho (Rio de Janeiro, RJ)


E os R$ 89 mil?
Não vai responder? Pensa aí: mais cedo ou mais tarde, terá de responder aos brasileiros (“‘Não tem pergunta decente para fazer?’, responde Bolsonaro sobre depósitos de Queiroz à primeira-dama”).
Lidia Aparecida Rossi (Ribeirão Preto, SP)

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O que me impressiona é o jornalista não ter respondido à altura. Bastava responder: Como posso fazer pergunta decente a alguém que não tem decência nenhuma?
Pedro Silva (Ilhéus, BA)

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Bolsonaro tem razão em não responder à pergunta sobre o fatídico depósito. Quem deve responder é a Michelle. Os jornalistas deveriam solicitar uma entrevista com a primeira-dama.
Arthur A. Mondin (Guarapuava, PR)


Queiroz e Noronha
O que falta a muitos homens públicos brasileiros é hombridade. Sobram sabujice e oportunismo. Não é à toa que estamos em tamanho buraco moral, econômico e sanitário (“Presidente do STJ diz que concederia de novo prisão domiciliar para Fabrício Queiroz”, Painel).
Maria Torres (São Paulo, SP)

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Parabéns ao juiz Otávio de Noronha por sua lucidez jurídica e profissionalismo. Não fique ouvindo essa molecada da esquerda que nada entendem e se arvoram de donos do conhecimento. É por esta razão que Bolsonaro chuta o saco dessa molecada. Quem provoca tem que aguentar o tranco. Queiroz deve ficar em casa até ser julgado.
Lineu Saboia (Salvador, BA)

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Ele negou prisão domiciliar para presos com Covid. Dois presos e duas medidas. E os jornalistas é que são moleques.
Amarildo Caetano (Cotia, SP)


Atlas da violência
Mais evidência do nosso racismo. Está claro que são os membros da elite branca liquidando os negros (“Homicídio de negros aumenta 11,5% e de não negros cai 12,9% em onze anos”, Cotidiano).
Nelson Prado Rocchi (Campinas, SP)

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Com a educação deficiente atingindo quase a totalidade da população, o que sobra disso tudo é violência, corrupção, racismo, fanatismo religioso, autoritarismo do Estado, entre outras mazelas sociais.
Antonio Alencar (Brasília, DF)

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Quem matou esses negros? Foram brancos, índios ou outros negros? Onde foram mortos? Qual o motivo? Com informações fica mais fácil combater essas mortes?
Roberto de Oliveira Flores (Caxias do Sul, RS)


Morte de ativista nos EUA
Desobedecer à força policial virou moda pela grandeza de se tornar mártir. As consequências, porém, são desastrosas. Acham que policial com arma na mão é do mesmo tipo de gente que se desrespeita nas redes sociais (“Atos têm 2 mortes, e suspeito de 17 anos é preso”, Mundo, 27/8).
Marcos Cavalcante Uchoa (Três Lagoas, MS)

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Assombroso ver os comentários sobre esse caso, mas não deixa de ser ótimo termômetro para avaliar o quanto as pessoas desfrutam da falta de compreensão sobre assunto complexo, definindo como anarquistas, comunistas, palavras que limitam qualquer possibilidade de debate. Com isso só venho a crer que, para essas pessoas, uma poça d’água é equivalente ao oceano, de tão rasas que são.
Leonardo Henrique de Aquino (Santo André, SP)


NBA
Boa parte dos futebolistas brasileiros é negra. Gosto muito de futebol, mas, se resolverem paralisar campeonatos para protestar contra a violência policial contra negros, têm meu apoio. Nossa polícia nada deve em violência racista para a dos EUA (“Atletas da NBA boicotam playoffs após violência contra homem negro”, Esporte, 27/8).
José Marcos Thalenberg (São Paulo, SP)


Covid em 99,1% das cidades
“Novo coronavírus atinge 99,1% das cidades brasileiras, diz Ministério da Saúde” (Saúde, 26/8). A Covid-19 mudou a vida das pessoas, e isso é indiscutível. O estilo de vida de 2019 não será mais realidade. A necessidade de adaptação é iminente. O ser humano agora tem apenas uma alternativa: transformação.
José Carlos Saraiva da Costa (Belo Horizonte, MG)


#UseAmarelo pela democracia

Abelha fecunda flor com o pólen da democracia
Abelha fecunda flor com o pólen da democracia - Vera Jock Piva

Abelha de flor em flor! Amarelo pela democracia!
Vera Jock Piva (Rondon, PR)


Gestão

Nabil Bonduki aparentemente é um defensor ferrenho da modernização da gestão pública, mas só se manifesta quando não envolve a criação desnecessária de estatais ou a corrupção endêmica em empresas governamentais nos governos do PT, do qual foi vereador e secretário ("Sem modernizar gestão, PL de Doria aniquila políticas públicas e prejudica a ciência"). Melhorar a administração envolve atitudes corajosas, não esse debate corporativista que ele sugere. O projeto do governo dá um novo norte para políticas públicas, longe do atraso ideológico que a população enterrou na última eleição.
Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional do Estado de SP

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