Quem não tem uma resposta plausível apela para violência, diz leitor

Bolsonaro fala em dar 'porrada' em repórter

Porrada
Bolsonaro mostra mais uma vez sua agressividade respondendo com grosseria a um jornalista que apenas fez uma pergunta sobre fatos envolvendo seus familiares. Uma atitude inaceitável para que ainda não percebeu a importância do cargo que está ocupando (“Bolsonaro fala em dar ‘porrada’ em repórter que perguntou sobre Queiroz”).
Uriel Villas Boas (Santos, SP)

O presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, ao ser questionado sobre os depósitos de Fabrício Queiroz na conta da primeira dama Michelle Bolsonaro - Pedro Ladeira - 23.ago.2020/Folhapress


Quando diminui a quantidade de comentários na imprensa sobre a atuação do chefe dos Bolsonaros, ele desanda a dar coices. É cavalar! É justamente para que ele seja o centro dos comentários outra vez.
Mauro Lacerda de Ávila
(São Paulo, SP)

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Quem não tem uma resposta plausível apela para violência. O presidente diante da pergunta que nem os seus mais fanáticos apoiadores conseguem responder apelou para ameaça (“Abandono de entrevista e ataque à imprensa são rotina de Bolsonaro após pergunta incômoda’”). Como ele ladra e não morde ninguém, incentiva os apoiadores a fazer o que ele disse que faria. Bolsonaro vendeu o discurso anticorrupção se escorando em Sergio Moro e se candidatou porque quis. Ele deveria ter se informado que ser presidente não é só cartão corporativo, passeios, viagens etc.
Leonardo de Lima Moura (Rio de Janeiro, RJ)

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Bolsonaro está mais do que certo. Diariamente desde que tomou posse vem sendo massacrado por essa imprensa que se calou durante mais de uma década enquanto Lula e cia saqueavam os cofres públicos. O povo não é bobo.
Fabiano Peres Miguel (Lençóis Paulista, SP)

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Vergonhoso usar a própria filha em fake news para tentar justificar a ameaça que fez ao jornalista (“Bolsonaro publica vídeo usado por apoiadores para criar falsa versão da ameaça a jornalista”).
Luciana Vasco Saboia de Almeida
(Rio de Janeiro, RJ)


Reinfecção
Infelizmente pouco se sabe ainda sobre esse vírus. Confirmando-se essa reinfecção, a ciência terá que descobrir mais e outras vacinas eficientes inclusive para esses casos (“Cientistas de Hong Kong relatam caso de reinfecção de coronavírus por linhagens diferentes”).
Luiz Roberto Peres (Lins, SP)

Imagino que seja mais comum do que se imagina. A gente mal consegue fazer um teste para saber uma primeira vez, imagine fazer mais de um ou vários. É para poucos.
Luci Mello (Duque de Caxias, RJ)

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Ou seja, nada diferente de uma gripe. O vírus é mutante, mas o corpo vai aprendendo a reagir.
Luis Fernando de Souza Falcão Filho
(São Paulo, SP)


Autonomia universitária
Excelente o texto “PL 529: o vírus que ataca a ciência!”, de Paola Minoprio. Infelizmente, a insensibilidade para tratar educação, ciência e tecnologia parece que não escolhe partidos políticos. Todos, a seu modo, sempre que podem golpeiam o que há de mais nobre em um país: a formação de talentos e seu desenvolvimento científico e tecnológico. Esperamos que os deputados não se deixem iludir por argumentos simplistas e que procurem se informar corretamente para que não aviltem a Constituição paulista que concede autonomia de gestão financeira às universidades e à Fapesp.
Oscar Hipólito, professor titular da USP (São Paulo, SP)


Editorial
Sobre o editorial “Jair Rousseff”, em nenhum momento a Folha comparou atitudes de cunho de ditadura defendidas por Bolsonaro com a biografia da presidente Dilma Rousseff, mas somente quanto a ultrapassar o teto de gastos, das pedaladas fiscais. Dilma falou o que sua assessoria falou para ela assinar. É o meu posicionamento. Ou ela me processará por minha opinião?
Diogo Molina Gois (Itajubá, MG)

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Comparar Jair com Dilma. A Folha está brincando com fogo. É só ler ou ouvir o discurso de Bolsonaro quando votou a favor do impeachment de Dilma. Exaltou Brilhante Ustra! Dilma lutou a favor da democracia. Já o Jair...
Marcelo Cioti (Atibaia, SP)


Racismo
As imagens são claras: uma violência policial gratuita de um homem praticamente dominado e sem reação (“Polícia atira em homem negro pelas costas e provoca onda de protestos em Wisconsin”). Uma agressão desmedida e despropositada. A questão racial é indissociável. É uma manifestação descarada e desvairada de supremacia racial estatal.
Wagner Castro (Rio de Janeiro, RJ)

Imagem captada de vídeo que circula nas redes sociais mostra abordagem da polícia a Jacob Blake em Kenosha, Wisconsin
Imagem captada de vídeo que circula nas redes sociais mostra abordagem da polícia a Jacob Blake em Kenosha, em Wisconsin - Reprodução/Twitter/Ben Crump


Eu vi no vídeo o cidadão desobedecer o comando de voz dos policiais para parar e na sequência abrir a porta e entrar no carro do lado do motorista. Por acaso ele estaria indo pegar a chupeta do filho? Tudo é racismo em tempos cibernéticos.
Alexandre de Castro (São Paulo, SP)

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A maior potência mundial pode ser realmente poderosa financeira e tecnologicamente, mas é pobre em humanidade e respeito. The Great America ainda não descobriu que dignidade não se compra em duty free. Ela é conquistada, ensinada e cultivada.
Bruno José Fortes (Teresina, PI)


#UseAmarelo pela Democracia

Daniel Zini

Alô, democracia.


Daniel Zini (Campinas, SP)


Frio
A pequena nota sobre a morte de dois moradores de rua é daquelas notícias que afugentam já pelo título (“Após madrugada mais fria, 2 morrem nas ruas de SP”, Cotidiano, 23/8) ou são lidas rapidamente, pelo misto de compaixão, sentimento ofensivo e, no fundo, uma incômoda vergonha. Como aceitar seres humanos morrendo de frio, com cobertores e agasalhos sobrando em estoques trancados em lojas ao lado? Muitos se consolam oferecendo farrapos velhos, outros criminalizam as vítimas ou reclamam do Estado. Fogem da culpa que cabe a cada um. Chegaremos a ser um dia uma sociedade civilizada?
José Zimmermann Filho (São Paulo, SP)


Neymar
Neymar é um craque. Neste ano foi o melhor do mundo e merece a bola de ouro, mas não está no nível de Messi e CR7. Precisa de um coach para ter frieza e foco nos jogos decisivos (“Neymar decepciona na final e perde chance de coroar boa temporada”).
Carlos Eduardo Martins (São Paulo, SP)

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