Leitores criticam falas de Bolsonaro sobre morte de voluntário

Leitor diz que doravante voluntários do estudo terão de ser protegidos

A vacina e Bolsonaro
"Após Anvisa suspender Coronavac, Bolsonaro diz que "ganhou" de Doria" (Saúde, 10/11). Na nossa República, já tivemos presidentes incompetentes, presidentes corruptos, presidentes autoritários. Mas é a primeira vez que temos um presidente moleque.
Teotimo Lara (Belo Horizonte, MG)

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Espera-se que o mandatário-mor de um Estado seja, no mínimo, solidário com seus nacionais. Mas, aqui no Brasil, o presidente em alto e bom som proclama: "Não sou coveiro"; "E daí? Todo mundo vai morrer". Agora, pensando na politização da pandemia, comemora o suicídio de um concidadão. É um pacote de insensatez, insensibilidade e sadismo.
José Roberto Machado (São Paulo, SP)

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Pelo jeito, vamos ter de colocar guarda-costas para todos os voluntários da pesquisa da vacina chinesa para impedir que sejam atropelados, que não se suicidem e não sejam atingidos por uma bala perdida. Do contrário, não teremos vacina.
Raul Moreira Pinto (Passos, MG)

O B.O. confirma que o voluntário se suicidou. Se decência houvesse, um presidente da República teria lamentado a morte de um voluntário e se calado sobre o que ignora. Mas decência não há, e a morte trágica foi objeto de vil exploração política. Indignação ele ainda provoca. Surpresa não.
Carlos A. Idoeta (São Paulo, SP)

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A decisão da Anvisa de sustar o andamento da vacina Coronavac é algo que os leigos não temos como avaliar. Mas a reação de Bolsonaro é altamente nociva e imprópria para quem deveria estar preocupado com a calamidade que assola o país. Espera-se uma reação imediata dos demais Poderes no sentido de apurar se não se trata de mais uma atitude política do presidente que leva desinformação e sofrimento aos cidadãos de boa-fé.
Rodolpho Odair Sverzutti Cava (Cafelândia, SP)

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O Brasil caminha célere para a morte por falência múltipla dos órgãos. A maioria dos órgãos é ocupada pelo critério político, e seus titulares apresentam currículos maquiados na tentativa de dar-lhes respaldo científico. O líder máximo do governo não tem tempo para governar, pois está em plena campanha para a reeleição. O ministro Posto Ipiranga não conseguiu, nesses 22 meses de (des)governo, formular qualquer programa econômico factível. Pobre Brasil.
Carlos Gonçalves de Faria (São Paulo, SP)

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"Temos que deixar de ser um país de maricas". Meu Deus, e pensar que elegemos isso para presidente da República. Acho que o nosso destino é de duas vias: ou ladrão ou louco sem noção.
Otávio de Queiroz (São Paulo, SP)

Bolsonaro no Palácio do Planalto - Pedro Ladeira/Folhapress


Já está na hora de políticos, juristas, legisladores e a população em geral se rebelar contra as loucuras de quem deve honrar o poder que lhe foi conferido. Onde estão os que marcharam? Onde estão os indignados? Todos os omissos podem se considerar cúmplices das previsíveis consequências desse massacre verborrágico, repleto de egocentrismo mórbido.
Rodolpho Motta Lima (Rio de Janeiro, RJ)

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Até quando o senhor Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, postergará a abertura do processo de impeachment do presidente da República? Aguarda o quê? Que ele insanamente provoque uma irremediável tragédia para os cidadãos de bem do Brasil e para toda a nação no contexto mundial? Maia precisa explicar por que não age. O deputado será cobrado num futuro próximo por compactuar com os desmandos de uma pessoa absolutamente despreparada para conduzir o nosso país.
Luís Alberto Orsi Savazoni (Mairiporã, SP)

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A Associação Brasileira de Psiquiatria recebeu com espanto a divulgação da morte por suicídio de um voluntário da vacina Coronavac antes da liberação oficial do laudo do IML. Mais preocupante ainda foi o detalhamento, por parte da mídia, dos métodos usados pela vítima, o que comprovadamente causa "gatilho" em parcela da sociedade suscetível ao tema, aumentando as taxas de suicídio. É fundamental o tratamento responsável e ético do assunto. Informação correta salva vidas.
Antônio Geraldo da Silva, presidente da ABP (Rio de Janeiro, RJ)

Eleições 2020
Gostaria de parabenizar o jornal pela cobertura que tem feito sobre as eleições e, principalmente, pela reportagem "Em Jaboticabal, série de pesquisas falsas tumultua campanha" (Poder, 10/11). É algo muito grave o que acontece em minha cidade. Até o dia da eleição, ainda vamos ver muitas coisas assim, infelizmente. Sorte de quem teve a oportunidade de ler o jornal para saber que essas pesquisas são invenções de políticos que tentam se perpetuar no poder.
João Carlos Carvalho (Jaboticabal, SP)

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Inaceitável a possibilidade de Celso Russomanno participar do debate da Folha entre candidatos à Prefeitura de São Paulo nesta quarta-feira (10), tendo em vista a tentativa (até este momento bem-sucedida) do candidato de censurar a divulgação de uma pesquisa Datafolha ("Juiz censura pesquisa Datafolha em São Paulo a pedido de Russomanno", Poder, 10/11). A tentativa de tentar interferir no trabalho jornalístico e de pesquisa não pode ser admitida.
Jonas Lopes (São Paulo, SP)

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De fato, mais um motivo mais que suficiente para não votar no pseudo de Bolsonaro, o candidato Russomanno. Ele dá todas às dicas que será um péssimo gestor.
Rubens Moreira da Costa Júnior (São Paulo, SP


Bolsonaro e Trump
O presidente dos EUA será declarado oficialmente pelo colégio eleitoral somente no dia 14 de dezembro. Bolsonaro está certo, de novo. Ele tem até o dia 14 do mês que vem para cumprimentar o novo presidente americano. A pressa é inimiga da perfeição.
Arcângelo Sforcin Filho (São Paulo, SP)

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