Assalto ao Capitólio é tema de comentários

Contra a antidemocracia
A nação mais poderosa do mundo protagoniza cenas vergonhosas com a invasão do Capitólio. Cenas semelhantes às que às vezes ocorrem nas republiquetas de bananas das regiões caribenhas e sul-americanas. Isso pode ser um alerta do que poderá ocorrer no Brasil ano que vem.
Rodolpho Odair Sverzutti Cava (Cafelândia, SP)
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Que o péssimo exemplo da invasão do Congresso dos EUA sirva de alerta às instituições brasileiras para que saiam do comodismo e cortem o mal pela raiz. Ao longo destes dois anos, exemplos por aqui foi o que não faltou. Vamos enfrentar o nosso monstro já! Atitude ainda que tardia!
Pedro Valentim (Bauru, SP)
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As próximas horas dirão que setores estão ao lado de Donald Trump na tentativa de golpe. A sedição está em marcha. Veremos mais adiante se a democracia estadunidense será capaz de se sustentar. Estamos vendo apenas o início de uma luta política que começa a sair dos bastidores.
Sérgio Dias (Rio de Janeiro, RJ)
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Enquanto acontecia isso tudo lá no Capitólio, morriam nesta quarta-feira quase 4.000 norte-americanos de Covid, oops, digo, de gripezinha.
Fabrizio Wrolli (São Paulo, SP)


Os EUA escorregam na casca da banana...
Sérgio Vicente Motta (São José do Rio Preto, SP)

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Vale lembrar que o Congresso norte-americano não levou adiante o processo de impeachment de Donald Trump, o que teria evitado esse ataque à democracia. Há até vítima de arma de fogo. Que isso sirva de exemplo às instituições brasileiras, que teimam em fazer ouvidos moucos aos diversos atentados contra a Constituição feitos por aquele que ocupa a Presidência do país. Urge o impeachment aqui!
Julio Shiogi Honjo (Arapongas, PR)

Quebrado
O Brasil está quebrado, disse Bolsonaro ("Brasil está quebrado e eu não consigo fazer nada, diz Bolsonaro", Mercado, 5/1). Será que não dá para pedir recuperação judicial e nomear um administrador (por definição, um profissional idôneo) para tomar conta disso aqui?
Raul Moreira Pinto (Passos, MG)

Rachadinha
O artigo do professor Conrado Hübner Mendes desta quarta ("'Operação Kopenhagen' quer salvar Flávio Bolsonaro", Poder, 6/1), que trata da operação em curso para salvar Flávio Bolsonaro, tem apenas um erro: o título deveria ser "'Operação Kopenhagen' vai salvar Flávio Bolsonaro".
Luiz Carlos de Souza (São Paulo, SP)

Vacinas
Parabéns a Gonzalo Vecina Neto por sua posição clara e fácil de entender em relação à vacinação contra a Covid-19 ("É uma imoralidade que pessoas com dinheiro tenham acesso à vacina antecipadamente", Saúde, 6/1).
José Maria Pacheco de Souza (São Paulo, SP)
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No editorial "Vacina de onde vier" (Opinião, 6/1), há argumentos em defesa da compra de vacinas por empresários, o que aumentaria o fosso existente entre setor público e privado na saúde --como vemos no SUS nas indecentes filas para cirurgias, tratamento de câncer, exames complementares etc. Se o setor privado quer comprar as vacinas, que o faça, mas que antes se sente à mesa com o SUS e com a nossa política de Estado, e não de governo, em relação à saúde. Que se articule a distribuição segundo uma única fila. Aí, sim, teremos a tal da "complementariedade" do setor privado, e não o paralelismo, a discriminação: saúde pública para os pobres e privada para quem a pode pagar.
Maria Alice Paes, médica do SUS (São Paulo, SP)

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Como profissional da saúde, e trabalhando há mais de 20 anos no SUS, concordo plenamente com as considerações do professor Gonzalo Vecina Neto. Mas não posso deixar de acolher as palavras do doutor Cláudio Lottenberg ("Vacinação privada traz benefício econômico e agilidade para o SUS", Saúde, 6/1). Eu e meus colegas estamos exaustos, ávidos pela vacina e descrentes desse governo anencéfalo. Precisamos, sim, respeitar os princípios e diretrizes do SUS, garantidos na Constituição, mas precisamos reconhecer também a importância da saúde suplementar na aquisição dessas vacinas.
Ricardo Bertinii Filho (Jaguariúna, SP)

Muito preparado para nada
Bolsonaro passou quase 30 anos na Câmara dos Deputados fazendo quase nada. Essa experiência o preparou para fazer quase nada na Presidência da República. Sobre fazer quase nada, ele tem vasta experiência. Fala com propriedade de um quase residente da República ("Parte dos brasileiros não está preparada para fazer quase nada, diz Bolsonaro sobre desemprego", Poder, 6/1)
Hamilton Pipoli (Campo Grande, MS)

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