Leitores comentam as pedras colocadas contra sem-tetos em São Paulo

Eleições no Congresso são tema de comentários

Pedras contra os sem-teto
Colocar em um viaduto o nome de um religioso que lutou pela paz e que viveu para mitigar as dores dos mais pobres já é de um tremendo mau gosto. Dom Luciano Mendes de Almeida merecia um jardim, uma praça, um parque, nunca um viaduto. E depois ainda colocam pedras pontiagudas para machucar os desvalidos e impedi-los de dormir ali à noite e se abrigarem da chuva. Tirem as pedras e mudem o nome desse viaduto!
Francisco José Bedê e Castro (São Paulo, SP)

Padre Julio Lancellotti
Padre Julio Lancellotti com marreta sob viaduto onde foram colocadas as pedras contra sem-teto - Henrique de Campos


Em seu excelente artigo desta terça (“Radical”, Opinião, 2/2), Guilherme Boulos expõe as mazelas que nos impõem os nossos governantes. São incapazes de enxergar o outro como humanos. E o que dizer da atitude genocida de um governo que não demonstra nenhuma sensibilidade pelas mais de 220 mil vítimas e seus familiares? Onde estão os valores que tínhamos na infância, quando com orgulho dizíamos “jamais verás um país como este”? Agora, a todo momento deparamos com pessoas sem teto e sem trabalho e com crianças nos faróis e nas periferias mendigando um prato de comida.
Moacyr da Silva (São Paulo, SP)

Funcionários da Prefeitura de São Paulo instalam pedras sob viadutos que passam sobre a av. Salim Farah Maluf - Zanone Fraissat/Folhapress

Contundente, certeiro e comovente. É o mínimo que se pode dizer do texto de Guilherme Boulos desta terça-feira, que trata da fria indiferença e do “higienismo” que viceja entre muitos bem-nascidos e supostas pessoas de bem. Como assinante, parabenizo a Folha por tê-lo no elenco dos seus colunistas.
Marcelo Coutinho Vargas, professor titular de ciências sociais da UFSCar (São Carlos, SP)


O CFM e a Covid
Muito esclarecedora a réplica “Medicina, ciência e ética” (Tendências / Debates, 2/2), assinada por diversos médicos, que contesta o artigo do médico Mauro Luiz de Britto Ribeiro, presidente do CFM (“O Conselho Federal de Medicina e a Covid-19”, 25/1). Mas fiquei com uma dúvida: o estatuto do CFM não prevê o impeachment de seu presidente? Motivos para isso não faltam.
Ernani Terra (São Paulo, SP)


Bolsonaro
Bolsonaro, para se afastar do impeachment, se agarra ao centrão. Mas ali não há firmeza, pois se trata de um pântano movediço de corrupção e fisiologismo, que costuma engolir presidentes da República vulneráveis, digeri-los e se livrar de seus restos.
Antônio Beethoven Cunha de Melo (São Paulo, SP)

Finalizadas as eleições no Congresso, temos agora boa parte das questões do país nas mãos da corriola do centrão. O interessante é que o senhor Bolsonaro, sempre fanfarrão e pregador da moralização na política, trabalhou para a eleição de Arthur Lira, líder da caterva e acusado de organização criminosa no inquérito do “quadrilhão do PP”. Mas sabemos que esse foi o jeito que o presidente arrumou para proteger a si próprio e à sua prole das mazelas de que são acusados. O pior é que tudo isso é feito com dinheiro público. Grande projeto de país...
Paulo R. Oliveira (São Paulo, SP)

Suco
Sinto muita pena do jornalista Joel Pinheiro da Fonseca, por ser forçado a assistir ao BBB (“Suco de Brasil”, Poder, 2/2). Mas bem pior (e incompreensível) seria se ele assistisse ao programa por gostar. Se aquela turma representa o Brasil, pobres de nós!
Carlos Brisola Marcondes (Florianópolis, SC)

Joel Pinheiro da Fonseca tem razão. Tanto o BBB como a classe política brasileira são o puro retrato da nossa sociedade, que em sua grande maioria é hipócrita. Ou seja, prega uma coisa, mas pratica outra.
Pedro Valentim (Bauru, SP)


Centrão no poder
O Centrão vai comandar tudo. De A a Z. E ele adora estatais, tem um estômago grande voltado para elas. Esqueçam as privatizações. A fatura dessa compra vai custar caro para Bolsonaro. O presidente caiu numa armadilha que lhe custará o pescoço. Oh destino cruel!
Laerte Luiz Nascimento (Barreiras, BA)

Para a Folha, não há como falar em estelionato eleitoral. Este jornal conhecia Bolsonaro e sua ausência de foco ou de um plano de governo. A análise à época foi primária. Na dúvida, se omita.
Luiz Antonio Ribeiro Silva (Rio de Janeiro, RJ)

Meu sentimento atual é o de que com esses conchavos em todas as áreas importantes do país, estaremos a um pequeno passo de nos tornarmos uma Venezuela. Culpar a imprensa é muito mais fácil para acobertar os desmandos interesseiros.
Luiz Eduardo Menezes (São Paulo, SP)

Com a compra das presidências da Câmara e do Senado, que se juntam ao controle da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, tudo isso somado ao generalato lambe-botas e à grande simpatia das polícias e milícias, o golpe está muito perto. E somente não acontecerá se o presidente for ainda mais incompetente do que supúnhamos.
Valdo Neto (Jandira, SP)


Bolsonaristas
Depois da vergonhosa compra de votos dos parlamentares, o que restou aos defensores do mito genocida para continuarem em sua defesa?
Beatriz Telles (São Paulo, SP)


Covas no Maracanã
Lamentável a atitude do prefeito de São Paulo, Bruno Covas, de ir à final da Libertadores no Maracanã. E ainda pior a resposta que deu às críticas que recebeu por isso. Milhares de paulistanos sonhavam em assistir presencialmente àquele jogo, mas não puderam fazê-lo devido às restrições de isolamento. Usando do privilégio de seu cargo, Covas foi com o filho ao estádio. Já que ninguém pôde ir, ele deveria dar o exemplo e assistir pela TV.
Cláudia Carvalho (São Paulo, SP)

Bruno Covas, prefeito de São Paulo, assiste ao jogo entre Palmeiras e Santos, no Maracanã
Bruno Covas, prefeito de São Paulo, assiste ao jogo entre Palmeiras e Santos pela final da Libertadores, no Maracanã - Arquivo pessoal

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