Após dez dias de crise, Cármen Lúcia diz que STF está preocupado com a situação

A ministra enfatizou que a democracia não está em questão

Letícia Casado
Brasília

No 10º dia da paralisação dos caminhoneiros, a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, se pronunciou sobre o assunto e afirmou que a corte está preocupada com a situação do país.

A presidente do STF,  ministra Cármen Lúcia, que se pronunciou sobre a greve dos caminhoneiros
A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, que se pronunciou sobre a greve dos caminhoneiros - Pedro Ladeira - 3.mai.18/Folhapress

“Não poderia deixar de acentuar que esta sessão e a atuação do Supremo Tribunal Federal, no exercício de sua competência de julgar, é cumprida hoje com profunda preocupação, atenção e responsabilidade com o grave momento político, econômico e social experimentado pelos cidadãos brasileiros”, disse a magistrada ao abrir a sessão do tribunal.

Ela enfatizou que “a democracia não está em questão”.

Em meio aos protestos contra o preço do diesel, grupos pediram intervenção militar.

De acordo com Cármen Lúcia, “as dificuldades se resolvem com a aliança dos cidadãos, e a racionalidade, objetividade e trabalho de todas as instituições, de todos os poderes. A democracia não está em questão. Há questões sócio-político-financeiras nas democracias também”.

O ministro Alexandre de Moraes concedeu liminar na qual autorizou o uso da força para o desbloqueio de rodovias e impôs multa a quem descumprir decisão.

“Este Supremo Tribunal Federal, órgão de cúpula do Judiciário brasileiro, contando com a responsabilidade e a atuação de cada cidadão, cumprirá o seu dever, como espera que todas as instituições públicas e particulares o façam”, disse Cármen Lúcia em seu discurso. 

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